Segunda etapa de restauro do Teatro Esperança

4 de maio de 2012

Em breve será dado início às obras da segunda etapa de restauro do Teatro Esperança, em Jaguarão. O edital de licitação foi publicado pela prefeitura no último mês. O investimento de R$ 3.913.753,54 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - Ministério da Cultura, com contrapartida da prefeitura será voltado para a recuperação do palco, camarins, plateia, balcão nobre, escadas, foyer, piso, forro, lustre, urdimento, construção de banheiros, luminotécnica e sonorização, com vistas a devolver o único teatro do município ao uso da comunidade.
Na primeira fase de restauração do prédio, concluída em 2010, com investimentos do governo federal, foram recuperados o telhado original e a cobertura do edifício como um todo, a pintura decorativa mural e as galerias, estruturas que estavam em estado avançado de comprometimento. O cronograma da segunda etapa prevê um período de 18 meses de obra, quando a população jaguarense poderá acompanhar a reinauguração da casa de espetáculos que movimenta a fronteira desde fins do século 19.

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Estradas gaúchas pedagiadas: uma vergonha

23 de abril de 2012

Quem sai de Pelotas em qualquer direção, tem que pagar uma polpuda taxa de pedágio à Ecosul, a concessionária da região sul do RS. O pedágio cobrado aqui é absurdamente caro, inversamente proporcional à qualidade das estradas. Em direção a Porto Alegre a estrada é ruim, o acostamento é péssimo. O mesmo constata quem vai para Santa Maria e para Jaguarão. Como o nome diz tudo, a Ecosul se preocupa com a ecologia, tanto que em alguns trechos tem mato no acostamento, todo quebrado e com capim nascendo. Que vergonha!

Viajando pelo sul

16 de abril de 2012

Por falta de tempo, e não esquecimento, não registrei aqui também um passeio bem legal que fizemos no dia 18 de março pelo interior de Capão do Leão, visitando os famosos geóglifos leonenses, as bonitas paisagens gaúchas. Visitamos Cerrito e Pedro Osório. Foi muito legal, ainda mais pelo dia perfeito.
Embora não sejam conhecidas pelo apelo turístico, são cidades muito agradáveis, bonitas e com prédios históricos bem conservados. Destaque para as pontes que unem as cidades separadas pelo rio Piratini. Fizemos belas fotos, que também ainda não tive tempo de publicar.

Expedição fotográfica ao centro-sul

16 de abril de 2012

Há muito combinamos fazer uma viagem por algumas das cidades do centro-sul do RS que ainda não tínhamos ido. Fizemos neste final de semana passado. O roteiro estava todo esquematizado, sendo que os planos eram visitar dez cidades em um fim de semana. Tudo planejado, saímos sábado de manhã cedo. Não contávamos, em nossos planos, com a chuva. No trajeto estavam centenas de quilômetros em estradas de chão. Como tínhamos tudo bem planejado, só invertemos o roteiro. Começamos pelo fim.
Primeiro lugar a ser visitado, o distrito de Boqueirão, em São Lourenço do Sul. Chovia, mas mesmo assim fizemos algumas fotos. Dali rumamos para Arambaré, onde pegamos nossa primeira estrada de chão, felizmente em boas condições, apesar da chuva. Muitos trechos já preparados para o asfalto. A cidade é muito “fotogênica”, mas a chuva forte e o vento praticamente impossibilitaram nossas fotos. Uma pena! Na cidade há a maior e provavelmente mais antiga figueira do RS, estimada em mais de 700 anos. Uma beleza viva que deve ser visitada e admirada. Almoçamos ali e após rumamos para Tapes. Mais estrada de chão e barro. Também não podemos desfrutar das belezas da Lagoa dos Patos devido a chuva que não deu trégua. Tiramos umas poucas fotos e fomos embora, um pouco frustrados. Seguimos para Sentinela do Sul. A chuva já tinha amenizado um pouco. A cidade tem uma bela praça, com conexão wi-fi grátis para a população. Saindo dali, mais estrada de chão, agora na serra, com barro, rumo a Cerro Grande do Sul. Após um café quente, partimos, já à tardinha, para Camaquã, onde ficamos à noite.
No domingo passeamos pelo centro histórico da cidade e fizemos algumas fotos. O dia, bem melhor, que o anterior, estava ensolarado e com céu azul. Camaquã tem um interessante centro histórico, com prédios bem preservados, com destaque para o Forte Zeca Neto.
Após rumamos para Chuvisca. A surpresa foi que pensávamos que pegaríamos estrada de chão e era asfaltada. A pequena cidade é bem cuidada e bem agradável. Saímos dali em direção a Dom Feliciano, de origem polonesa. O prédio da Casa de Cultura impressiona por sua beleza. A cidade é muito bem cuidada e bem agradável. Almoçamos lá. O ruim é que chegamos um dia após um assalto a banco ter abalado a pacata cidade. Realmente, uma bela e simpática cidade. Seguimos viagem rumo a Amaral Ferrador. No caminho, muitas propriedades rurais bonitas, boas para serem fotografadas. O rio Camaquã e suas diversas praias são o destaque da cidade. Já a travessia do rio em uma balsa bastante rudimentar é um tanto assustador, mas, com certeza, vale a pena.
Próxima parada, Cristal, para abastecer o corpo, visitar a Solange e o Danilo e tirar umas fotos do Camaquã. Dali, rumo a Rio Grande, onde chegamos já de noite. Agora é começar os planos para a próxima andança. Esta foi muito boa.
Em breve estarei colocando as fotos.
 

Estado lastimável de Rio Grande

9 de abril de 2012

Acabou ontem, em Rio Grande a Festa do Mar. Estes eventos sempre servem para chamar turistas e consequentemente promover a cidade. Sempre que há uma festa destas, as prefeituras preparam suas cidades, procurando deixá-las o mais bonita possível para que os turistas tenham uma boa impressão. Infelizmente em Rio Grande não foi o que se viu nestes dias de Festa do Mar. A praça Xavier Ferreira, que tem lindos jardins, não teve o devido cuidado, as cercas vivas com formas diversas, sem cuidado algum. A praça Tamandaré, em reparo e limpeza do lago justo nesta época. Mas o pior, ao meu ver, é o abandono do calçadão da Bacelar. A escuridão é assustadora. A claridade é feita através de alguns luminosos de umas poucas lojas que mantém acesos. Além disso, a poluição visual do calçadão é uma ofensa aos olhos de qualquer cidadão. A administração municipal não faz nada para coibir que fachadas históricas sejam destruídas e tapadas com placas gigantescas, de mal gosto igualmente gigantesco. É lamentável o estado em que se encontra a mais antiga cidade do Estado. Em breve não teremos nada mais de histórico para ver em Rio Grande. Uma pena!

Pedras Altas: pampa gaúcho

29 de março de 2012

Hoje ficou pronto meu novo livro, Pedras Altas: pampa gaúcho. O livro é resultado de uma viagem que fizemos no ano passado para visitar a cidade conhecida pelo famoso Castelo das Pedras Altas, erguido por Joaquim Francisco de Assis Brasil no ano de 1909. Mas se engana muito quem pensa que a cidade se resume ao castelo. Encravada no meio do pampa, visitar a cidade é mergulhar na cultura gaúcha. São várias estâncias antigas que preservam a cultura gaúcha e o que de melhor o povo gaúcho tem, a hospitalidade.
Paramos na Estância Tarumã, uma propriedade rural que assistiu muito da história do RS nos seus mais de 150 anos. Os proprietários, sr. Alfredo e sra. Alice fizeram de tudo para que nos sentíssemos em casa.
Tchê, mas se estás pensando em conhecer a cidade, segue um conselho: leva umas pilchas de inverno, pois lá é muito frio.

14ª Festa do Mar

29 de março de 2012

Começou há pouco a 14ª Feira do Mar em Rio Grande, com a apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro.
A festa se estende até o dia 8 e acontece no cais do Porto Velho, na rua Riachuelo.
Vai lá! Se gostas de uma anchova assada na taquara, é o lugar!
Mais informações em www.festadomar.com.br.

Castelo Simões Lopes tombado

9 de março de 2012

O secretario de Cultura de Estado, Assis Brasil, assinou na tarde desta quinta-feira (8), portaria que estabelece, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico do Estado (Iphae), o tombamento do Castelo Simões Lopes, casa que pertenceu ao senador Augusto Simões Lopes, em Pelotas (Avenida Brasil, 824). Nos próximos dias, será marcada uma data para o ato solene de assinatura do livro tombo em Pelotas.
A construção, datada de 1920, foi palco de importantes decisões políticas, abrigando reuniões de autoridades da época, como Washington Luís e Getúlio Vargas. O prédio foi adquirido pela Prefeitura Municipal de Pelotas em 1991. A obra do arquiteto suíço Fernando Rullman foi construída a pedido de Augusto Simões Lopes e lembra um castelo medieval com torres e ameias e logo se tornou a principal tribuna política da região Sul.

O dono do castelo
Augusto Simões Lopes (1880-1941) era o filho mais novo do Visconde da Graça, importante charqueador pelotense, e tio do escritor João Simões Lopes Neto, autor de Contos gauchescos e Lendas do Sul. Além de destacar-se na política brasileira nos anos 1930, Simões Lopes foi grande de incentivador do esporte, sendo inclusive presidente do Brasil de Pelotas, de1917 a 1920, quando o time foi campeão do primeiro campeonato gaúcho de futebol.
Cabe agora à prfeitura recuperar o local, que se encontra, infelizmente, em estado de total abandono. Uma limpeza nos jardins e recuperação do prédio cairá muito bem.

Santa Fé toma forma em Bagé

9 de março de 2012


Desculpem a rima, mas não estou tentando fazer poesia. Santa Fé, a fictícia cidade criada por Erico Verissimo para o seu clássico O tempo e o vento começa a tomar forma em Bagé, onde será gravada a maioria das cenas do filme dirigido por Jayme Monjardim.
Das 17 casas que formam a vila, faltam erguer somente o sobrado e o rancho da família Terra, além de colocar 50% dos telhados e construir a parte do acabamento: calçamento, paisagismo e pintura. Após a conclusão do filme, a cidade, que ocupa uma área de dez mil metros quadrados se tornará ponto turístico para a cidade.
O filme será baseado essencialmente em O continente, a primeira parte da trilogia que conta a história da família Terra Cambará e de sua principal opositora, a família Amaral, durante 150 anos, começando no período das missões até o final do século 19, o que, basicamente, retrata a formação do Rio Grande do Sul.
Além de Bagé, Candiota, Pelotas e São José dos Ausentes estão no roteiro.

Crédito das fotos: Nauro Júnior

Aniversário de J. Simões Lopes Neto

9 de março de 2012

Não há gosto sem desgosto,
Nem há perfeição no mundo,
A ausência de uma querida
É um golpe bem profundo.

O maior contista gaúcho, João Simões Lopes Neto, completa hoje 147 anos. O incrível é que sua obra cada vez é mais cultuada.