Parabéns mulheres!

8 de março de 2010

Parabéns gaúchas e não gaúchas de todos os pagos desse mundão afora!

Rio Grande de Sul de luto

8 de março de 2010

Leonardo
Morreu, neste final de semana (7), aos 71 anos, um dos ícones do regionalismo, o cantor nativista Leonardo. O autor de canções como Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, Tertúlia e Viva a Bombacha morreu na madrugada de ontem, vítima de problemas renais.
Foi o fim de um rica trajetória artística, iniciada ainda na juventude, em Bagé. O jovem Jader Moreci Teixeira chegou a trabalhar no circo, no papel do palhaço Zé Sabugo. Aos 20 anos, ele mudou-se para a Capital para iniciar sua carreira de cantor – ao formar uma dupla sertaneja com um amigo, adotou o nome artístico Leonardo. Nos anos 1960, ele voltou-se ao regionalismo gaúcho, integrando o grupo Os Três Xirus. Na década seguinte, ele partiu para a carreira solo, que se consolidou nos anos 1980, com o sucesso da música Tertúlia, vencedora da Califórnia da Canção Nativa de 1982. Mas seu maior sucesso foi Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, escrita em 1978 – no ano 2000, a música foi a mais votada pelos leitores de Zero Hora na promoção A Música do Rio Grande.
– Procurei, na letra, dar uma ênfase de amor ao Rio Grande – explicou o artista na época da votação.

Alguém disse

3 de março de 2010

Quem conhece, admira.
Quem admira, gosta.
Quem gosta, conserva

Pensem nisso

Pré-outonal

1 de março de 2010

As paineiras já estão floridas. Olhem: estão floridas também as quaresmeiras.
*
O outono ao Sul é tão gentil que se anuncia com flores. Só nós, os outonais, podemos entender Toulouse-Lautrec. Ele costumava dizer, com sua sabedoria de artista, que o outono é a primavera do inverno.
Sim, ainda está quente.
Muito quente, aqui ao Sul.
Mas suportamos esse calor com a visão da natureza, que começa aos poucos a transformar-se. Já é possível perceber algo novo na atmosfera.
Os dias começam a ficar menores.
As noites têm seus os astros mais nítidos.
As manhãs são mais solenes, belas e evocativas. Os pássaros já não fazem sua algazarra. Cumpriram seu ciclo, e agora apenas vivem. Há maior silêncio.
O poente sobre o rio, sobre o campo, sobre o cenário urbano, tem alguns matizes mais dourados. São ínfimos, mas perceptíveis. Esqueçam a moda dos óculos escuros, que tudo mascaram. Olhem as coisas como elas são. Só assim será possível notar essas minúsculas e esperançosas variações da luz.
*
Para perceber tudo isso, porém, não basta possuir a condição humana. É preciso ser diferente; não melhor, mas diferente. É saber contemplar a vida, segundo propõe Baruch Spinoza, sub specie aeternitatis, isto é, sob um ponto de vista que ultrapassa o tempo e as circunstâncias materiais do aqui e do agora. Uma pessoa que olha para o céu de uma tarde que morre e não percebe nada, é possível que tenha outras habilidades, mais solares, mais estivais e meridianas, e vivam alegres assim como são.
Nós, porém, que gostamos dos meios-tons, que somos tocados pelo movimento andante de uma sonata de Mozart, nós temos uma condição diversa. O preço dessa condição é a impossibilidade de sermos felizes sempre e por completo. Nossa felicidade dá-se por momentos como estes, em que descobrimos os sinais, invisíveis para os outros, da bela germinação do outono.
Luiz Antonio de Assis Brasil

Ditos gaúchos: mais alguns

1 de março de 2010

  • Mais enrolado que namoro de cobra.
  • Mais atrasado que gago em reza de terço.
  • Mais encardido que peleia de caudilho.
  • Mais angustiado que barata de ponta cabeça.
  • Mais extraviado que chinelo de bêbado.
  • Mais duro que salame de colônia.
  • Mais coxuda que leitoa em engorde.
  • Mais gasto que fundilho de tropeiro.
  • Mais tranquilo que cozinheiro de hospício.
  • Mais batido que bengala de cego.
  • Mais quente que frigideira sem cabo.
  • Feliz aniversário, Rio Grande!

    19 de fevereiro de 2010

    Minha cidade completa hoje 273 anos. A Noiva do Mar já é uma velha senhora, sempre bonita, sempre linda, debruçada nas margens da lagoa e do oceano. Parabéns, Rio Grande e todos riograndinos por esta data. Esperamos que te cuidem melhor, que te tratem com mais respeito, que não te maltratem e nem te façam do lixão do RS, como alguns boçais desejam.

    José Mendes

    15 de fevereiro de 2010

    Há exatos 36 anos, morria em acidente de carro, na estrada Rio Grande/Pelotas, próximo a localidade do Povo Novo,o cantor José Mendes, no auge da carreira, autor dos inesquecíveis Para Pedro e Não Aperta Aparício.

    Toponímia de cidades gaúchas

    15 de fevereiro de 2010

    Segundo o professor Emiliano J. K. Limberger, do Instituto de Cultura Guarani, é surpreendente algumas curiosidades sobre os nomes dos municípios gaúchos. Para começar, “num primeiro relancear”, o professor identifica a prevalência de dois grupos de designações: as de nomes de santos - que são mais de cem - e as de origem guarani - mais de sessenta.
    Há oito cidades com São José no nome, quatro com Santo Antônio ou São Pedro, três com Santana ou Santa Ana, duas com São Francisco e Santa Maria. Aparecem São Sepé, que nunca foi canonizado, e Santo Cristo, que não é propriamente um santo… Há dois santos que foram rebaixados: São Feliciano virou Dom Feliciano e São Pedro de Alcântara também substituiu o São por um Dom. E há mais santos que santas.
    É surpreendente o número de cidades com nomes de origem guarani, caingangue ou charrua. Eis alguns: Tupanciretã, Catuípe, Butiá, Bagé, Aratiba, Araricá, Erechim, Caibaté, Caiçara, Carazinho, Ijuí, Panambi, Jari, Jaquirana, Ibirubá e Tramandaí.

    Calor demais!

    30 de janeiro de 2010

    A la fresca, que tem feito calor! O pior é que tem muito verão pela frente ainda. Confesso que já to com saudade de matear sentado à beira do fogão a lenha. Mas, se o Patrão Velho quer assim, que assim seja! Um quebra costelas a todos!

    Lixão de Rio Grande

    27 de janeiro de 2010

    Bah, este blog era pra escrever só sobre as coisas boas do RS, mas pra minha decepção, justo na minha cidade só escrevo sobre coisas desagradáveis. Como sempre digo, Rio Grande é uma cidade bonita, com um meio ambiente rico e delicado. Por ter um lençol freático muito alto, suas águas subterrâneas podem ser facilmente contaminadas. É necessário um cuidado grande com todo o delicado ecossistema de lagoas, banhados, arroios, oceano e águas subterrâneas.
    Há pouco a prefeitura fez um aterro sanitário novo, já que o antigo estava defasado e não comportava mais a grande quantidade de lixo. A população está crescendo e, com isso, o lixo. O riograndino já não é muito de se preocupar com o meio ambiente, infelizmente. Agora, a grande bomba: por ganância de dinheiro, a prefeitura quer receber lixo de outros municípios no aterro sanitário. Rio Grande está recebendo muitos investimentos por causa do polo naval, mas a prefeitura quer ganhar mais R$ 778 mil por ano para receber lixo. É isso mesmo, Rio Grande quer ser o lixão do RS. Já não basta o lixo que temos por aqui, o sr. prefeito quer mais. Para ele não importa que o meio ambiente se exploda, desde que a prefeitura possa embolsar mais um “dinheirinho”. Segundo pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), o aterro sanitário tem vida útil de 27 anos e se for regionalizado, terá seu tempo reduzido para apenas 6 anos. E depois? Será que as demais cidades vão querer receber o lixo de Rio Grande? Enquanto isso, a população não é consultada. É uma vergonha! Já basta o lixo que fizemos, não acha senhor prefeito?