Olhos vermelhos

1 de setembro de 2010

Tchê, no sábado acordei com os olhos terrivelmente vermelhos. Pensei que eram reflexos da comemoração do bicampeonato do Inter na Libertadores. Ledo engano: conjuntivite mesmo! Fui ao médico, mas só depois percebi que poderia resolver o problema com o flash redutor de olhos vermelhos de minha câmera. Mas bah!

Ao sul do sul 5

23 de agosto de 2010

Quando, em White River foi criado um novo aterro sanitário, vulgo lixão, o intendente do lugarejo, vulgo “O Boçal”, viu ali uma oportunidade de ganhar dinheiro. Fez um projeto de lei na calada da noite para que o lixão de White River pudesse receber o lixo de todos lugarejos vizinhos da província. É bom ressaltar que, infelizmente, White River é quase toda ela um lixão.  Há lixo pelas ruas, por terrenos baldios e, principalmente dentro da intendência.
O ruim é que a notícia do lixão se espalhou e começaram a mandar navios de lixo da Europa para a pobre e abandonada White River.

 

Consciência política

17 de agosto de 2010

Por favor, moradores de Rio Grande, nas próximas eleições, seja consciente, não vote em BRANCO! Vote nulo, faça o que quiser, mas nos próximos séculos, ajude a limpar esta cidade não votando em BRANCO e qualquer matiz dessa cor. Riograndinos, mostrem que vocês sabem votar! 

A vila do Rio Grande

7 de agosto de 2010

Tetos de erva, paredes de pântano,
Nome de vila e construção d’aldeia;
Quase coberta de volante areia
Dos combros que aqui crescem todo ano;
Brisas do vento leste e minuano,
De moscas, pulgas, bichos, é bem cheia;
Não sei quem tanto inseto aqui semeia
Para causar às gentes nojo e dano?
De pé em diminuto batalhão,
De cavalo os dragões mais esforçados,
De voluntário, uma legião.
Dizem que há nos campos muitos gados;
Esta é do Rio Grande a habitação
Onde purgando estou os meus pecados.

J. M. P. S. (Fins do século XVIII.)

Pobreza

4 de agosto de 2010

A pior pobreza que pode existir, pior mesmo que a material, é a pobreza espiritual.

Ao sul do sul 4

29 de julho de 2010

O grande intendente de coisa nenhuma, que quase não consegue expor suas idéias por falta de inteligência, um dia acordou e pensou em acabar com a pequena e já acabada White River. Junto com o dono das carroças, levaram o caos à pequena cidadela. Com o grande mentecapto, sua camarilha, formado por um dirigente de transportes, arrogante e obtuso, resolveram mudar tudo, sem que as pessoas envolvidas fossem sequer ouvidas. A opinião pública não é aceita. Propagandas mentirosas se espalham. White River é um triste lugar.
De noite, enquanto a plebe desesperada procura voltar pra casa, a camarilha chafurda no mesmo cocho de lavagem.

Ao sul do sul 3

23 de julho de 2010

Bons tempos quando White River ainda se chamava Big River! Hoje, a camarilha que até mudou o nome desta pequena cidade ao sul do sul, junto com aquela empresa de carroças, transformou White RIver (detesto este nome) em um lugar caótico. Antes as pessoas sabiam que carroça tinham que pegar para se deslocar pelas ruas da cidade. Hoje, o pobre cidadão (nem tão inocente assim), tem que pegar uma carroça, ir até um brete, descer daquela carroça e pegar outra… Dizem que num sono megalomaníaco, o intendente pensou que estava em Curitiba. O surto está próximo.
A praça principal, que sempre foi muito suja, agora, com carroças em toda sua volta, se tornará o grande lixão de White River. Socorro! Me digam que isso não está acontecendo!
 

Parabéns Jaguarão

24 de junho de 2010

Agora é oficial! Jaguarão, no sul do Estado, será declarada, até o final do ano Patrimônio Histórico Brasileiro. Mais de 800 prédios, a maioria do século 19, estão sendo catalogados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. A garantia foi dada ontem pelo presidente do órgão, Luiz Fernando de Almeida, ao prefeito Cláudio Martins, que esteve em Brasília juntamente com o deputado Henrique Fontana. Além do tombamento, o governo federal prometeu recursos para a construção do Centro de Interpretação do Pampa, um espaço cultural que deverá ocupar a área da antiga Enfermaria Militar.

Ao sul do sul 2

23 de junho de 2010

Quando White River ainda se chamava Big River, haviam longas avenidas, com canteiros arborizados no meio e, como em todas as cidades, estas avenidas tinham duas mãos. Para quem não sabe, ia-se por um lado e voltava-se pelo outro. Era bonito de se ver! Era igual aos outros lugares. Bem, até que o senhor feudal resolveu, com a ajuda da sua camarilha, que em White River, as avenidas seriam diferentes de outras cidades: as duas mãos correriam para o mesmo lado. Ninguém entendeu até hoje porque só em White River as avenidas largas, com canteiros de árvores no meio, os dois lados andam na mesma direção. É uma nova estética, dizem alguns, mas os mais sensatos acham que foi durante uma indigestão que resolveram fazer isso. Creio que esta versão seja a mais correta!

Ao sul do sul

23 de junho de 2010

No sul do sul, há uma cidade que se chamava Big River, mas depois de longo tempo nas mãos da dinastia White, a cidade passou a se chamar White River. Embora eu discorde da mudança, ela se tornou inevitável. Agora White River tem donos e os donos fazem o que bem entendem, muito embora, na minha humilde opinião eles não entendem é de nada. Tanto que quiseram transformar a antiga Big River no lixão da província.
Bem, na atual cidade, há uma grande empresa de carroças que transporta os pobres moradores mal e porcamente. Umas boas almas quiseram colocar uma proteção nas carroças para que os pobres moradores não pegassem tanto sol. Pra que? O senhor feudal disse que não há necessidade de proteção para o sol. Claro que é bom ressaltar que ele não anda nas carroças. Creio que o argumento seja que há tanta sujeira nos vidros das carroças que esta própria sujeira filtre os raios nocivos do sol.
Bem, os pobres moradores não são assim tão inocentes, pois além de espalharem toda forma de lixo por White River, eles deram (e creio que continuem dando) maior apoio ao feudo.
Pra piorar a situação, a entrada de White River está transformada na ante sala do inferno.
Saudade do tempo em que se vivia em Big River, éramos felizes e não sabíamos.
Bueno, este é apenas um pequeno ensaio de ficção.