Arquivado em ‘Rio Grande do Sul’ Categoria

Mês farrapo

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tchê, já fazia alguns dias que estava pra escrever e hoje já regalo três artigos.
Como sempre, chega setembro e a gauchada se alvoroça toda!,Não existe data mais comemorada no Rio Grande do Sul do que a Semana Farroupilha, que, na minha opinião era pra ser chamada de Mês Farroupilha.
As obras de montagem do Acampamento Farroupilha 2010 estão em ritmo acelerado na Estância do Harmonia, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre (essa explicação é para quem não é gaúcho). Apesar de ter iniciado no último sábado, 21, mais de 80% dos 370 piquetes começaram a ser erguidos. Alguns até já estão concluídos.
A parte de infraestrutura já está em fase de acabamento. Isto inclui administração, praça de alimentação e comércio, tais como padaria, açougue, supermercado e restaurantes. Ainda assim, o prazo final para a conclusão das obras está fixado para o dia 5 de setembro. A abertura oficial da festa será no dia 7 e o evento encerra-se no dia 20 de setembro com o grande desfile farroupilha.
Mas bah, como é bom ser gaúcho!

Parabéns Jaguarão

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Agora é oficial! Jaguarão, no sul do Estado, será declarada, até o final do ano Patrimônio Histórico Brasileiro. Mais de 800 prédios, a maioria do século 19, estão sendo catalogados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. A garantia foi dada ontem pelo presidente do órgão, Luiz Fernando de Almeida, ao prefeito Cláudio Martins, que esteve em Brasília juntamente com o deputado Henrique Fontana. Além do tombamento, o governo federal prometeu recursos para a construção do Centro de Interpretação do Pampa, um espaço cultural que deverá ocupar a área da antiga Enfermaria Militar.

Castelo de Pedras Altas vira patrimônio

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O protocolo de tombamento do Castelo de Pedras Altas foi assinado no sábado (28/11) pela secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, no município. O documento inclui o acervo bibliográfico e documental e os bens móveis e naturais para conservação e manutenção.
A Granja de Pedras Altas foi o grande projeto de Joaquim Francisco de Assis Brasil. Político, diplomata, produtor rural e intelectual gaúcho, ele construiu uma moradia em forma de castelo medieval, inaugurada em 1912, onde instalou uma biblioteca com obras raras e diversificadas.
O ato de tombamento ocorreu na mesma mesa onde foi assinado o Pacto de Pedras Altas, que pôs fim à Revolução de 1923. A neta de Assis Brasil, Lydia Assis Brasil, esteve presente ao evento, ao lado de autoridades da região e comunidade.

Castelos Rio-Grandenses

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Castelos construídos em épocas e regiões bem distintas, marcam a paisagem do Rio Grande do Sul. O mais antigo e mais conhecido, hoje tombado pelo patrimônio histórico, é o Castelo de Pedras Altas, no município de Pedras Altas. Foi construído entre 1908 e 1913 por Joaquim Francisco de Assis Brasil(1875-1938), com as características de uma fortaleza medieval, numa das paisagens, na época, mais isoladas do Estado. Tem 44 cômodos, 12 lareiras e uma biblioteca de 15 mil volumes. Nele foi firmado o Pacto de Pedras Altas, que pôs fim à Revolução de 1923. O Castelo Simões Lopes, localiza-se na cidade de Pelotas e foi construído em 1922 pelo Dr. Augusto Simões Lopes; abrigou entidades culturais como o IHGPel - Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, Academia Sul-Brasileira de Letras, Centro Literário, 26. Região do MTG e Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra. Um  outro castelo que merece destaque,  pertence à família Castelan, em Flores da Cunha. Ocupa um quarteirão inteiro, com amplas áreas verdes. Foi construído em 1985 pelo empresário Lourenço Castelan, a partir de um “sonho de infância”. Ele também foi o autor do projeto, e só recebeu ajuda de um engenheiro nos cálculos das estruturas de ferro e de concreto. O vistoso castelo  se constitui numa das principais atrações turísticas da cidade serrana.

Do Norte aos Ausentes, uma viagem aos Campos de Cima da Serra (parte 1)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quando planejamos a viagem aos Campos de Cima da Serra, tínhamos uma proposta: ir por São José do Norte até São José dos Ausentes, uma rota diferente. Até agora não conhecemos ninguém que tenha feito tal viagem. Claro que, atualmente, com o término do asfaltamento da BR 101, antiga Estrada do Inferno, ficou tudo mais tranquilo e, o melhor, sem um único pedágio.
Buenas, fizemos a viagem em pleno inverno gaúcho, o que significou levar muita roupa para enfrentar o frio. Tivemos que sair de madrugada de Rio Grande para assegurar um lugar na balsa que faz a travessia pela Lagoa dos Patos até São José do Norte. Há uma hierarquia na travessia: primeiro os caminhões com alimentos perecíveis, depois demais caminhões com alimentos e só após os demais veículos em ordem de chegada. Ficamos bem no meio da balsa, entre outros carros e caminhões. Pensávamos ver o sol nascer na laguna, mas não teve jeito. Tudo o que vimos foram os outros veículos. Chegamos a São José do Norte às 7:45h e partimos direto para a BR 101. Neste trecho da viagem, nada poderia ser mais tranquilo, sol brilhante e céu azul. Com o passar das horas começou a nublar. (more…)

Patrono da Semana Farroupilha 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Semana Farroupilha deste ano já tem patrono. E que baita patrono, tchê! Ninguém menos que Telmo de Lima Freitas, compositor, músico e cantor. Ele foi indicado por unanimidade pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas. Freitas disse que pretende cumprir com todos os compromissos e obrigações que o cargo pede.
Parabéns, Telmo de Lima Freitas!

Guaritas

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As surpresas não terminam em Minas do  Camaquã. Saindo rumo a Caçapava do Sul, chega-se a uma das mais impressionantes paisagens do Rio Grande do Sul, as Guaritas, considerada pela Secretaria de Turismo uma das Sete Maravilhas do Estado. Impossível ficar indiferente a tanta beleza. No meio do pampa, pedras gigantescas, que segundo geólogos, teria sido ali o leito de um rio que mudou seu curso por algum motivo até hoje desconhecido. As pedras enormes foram esculpidas pelas águas e vento a milhares de anos. Um lugar com fauna e flora abundantes, em que para qualquer lado que se olhe, se vê a força da natureza.
Um lugar assim não poderia passar despercebido e, em 2007, serviu de locação para as filmagens do filme Valsa para Bruno Stein. A casa cenográfica fica junto a Associação dos Moradores das Guaritas, onde pode-se encontrar produtos artesanais e de alimentação.
Como falei antes, fizemos o caminho contrário, entrando em Minas do Camaquã vindo do interior de Santana da Boa Vista, mas para quem vem de Caçapava, passa primeiro pelas Guaritas. De um jeito ou outro, a visita vale a pena. Os dois lugares são lindíssimos!

Minas do Camaquã

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Minas do Camaquã era o destino, partindo de Rio Grande. Até lá, muita estrada, ainda mais quando  resolvemos ir por uma de chão bastante acidentada, por cima da Serra das Encantadas. Fomos pela BR-392 até passar o rio Camaquã, na divisa de Piratini com Santana da Boa Vista, em seguida, dobramos à esquerda em direção ao Passo das Carretas, andamos um pouco mais e dobramos à direita, rumo ao Rincão dos Dutras. As pequenas propriedades rurais, com antigas construções feitas de torrão e cobertas com santa fé chamam a atenção.
Seguindo, chega-se à divisa de Santana da Boa Vista com Pinheiro Machado. O rio Camaquã divide (e une) os dois municípios. O curioso fica por conta da balsa que é tracionada por um homem. Por ali passam veículos de um lado para o outro, a mão.
Continuando pela Serra das Encantadas, o visual é deslumbrante. Não há quase movimento pela estrada, onde uma ponte de madeira atravessa uma corredeira de águas cristalinas e geladas. Falta pouco para chegar! Todo este trajeto é feito no município de Santana da Boa Vista. Chega-se a Minas do Camaquã, “pelos fundos”. A primeira visão que se tem, e a certeza de que se chegou, é a da belíssima Pedra da Cruz, na divisa de Santana com Caçapava do Sul. Cruza-se uma ponte e já se está em Minas do Camaquã. O local é impressionante, tanto pela natureza, como pelas obras. Existem pedras enormes, gigantescas, uma barragem com 11 hectares e muitas construções. Algumas, infelizmente, em ruínas. A infra estrutura local é boa, com ruas calçadas, hotel, igreja, super mercado e um cinema, que lembra os antigos prédios dos vilarejos do velho oeste americano. Percebe-se que já houve muita riqueza no local, quando a mineração de cobre era uma realidade.
A mineração de antes, deu lugar ao lazer e turismo. A mina a céu aberto impressiona, bem como as minas subterrâneas, com mais de 500 metros de profundidade. A casa de Baby Pignatari, fundador da CBC (Cia Brasileira do Cobre) está intacta. A casa foi frequentada por presidentes e artistas de Hollywood. Há também o Projeto Portal, que recebe estudiosos de todo país para avistarem OVNIs.
Se tu não conheces as Minas do Camaquã, pode começar a pensar em conhecer. É um lugar de rara beleza e que merece ser visitado.
Em frente, rumo a Caçapava do Sul, por boa estrada de chão, chegamos às Guaritas. Mas isso é assunto pra outra  hora.  Hasta luego!

Mais ditos gaúchos

domingo, 15 de março de 2009

Buenas e me espalho, nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho. Quem não conhece essa famosa frase, dita pelo Capitão Rodrigo Cambará ao chegar em Santa Fé? O gaúcho  é assim, usa muitas frases, quase todas comparativas. Vamos a mais algumas:

  • Triste como tia em baile;
  • Triste que nem burro atolado;
  • Não vale a pena gastar vela com tão ruim defunto;
  • Cavalo manso nunca se perde, procura a querência;
  • Bonita como laranja de amostra;
  • Mais triste que Sexta-Feira Santa;
  • Triste como pinto pesteado;
  • Triste como chimango em tranqueira;
  • Mais beijada que anel de bispo;
  • Leve como boleadeira de sabugo;
  • Ferradura dá sorte para todos, menos para o cavalo;
  • Difícil como parto de porco espinho;
  • Vaca de campo não tem touro certo;
  • Touro em campo estranho é vaca.

Por hoje é só! Vou matear e después escrevo mais.

 

Poluição visual em Rio Grande

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ainda pouco escrevi sobre Rio Grande, meu pago. Hoje falarei de novo, mas não como gostaria. Qualquer um que conhece a cidade reconhece que ali há muita história, que há muitos prédios bonitos, antigos, porém… É um absurdo, a cidade mais antiga do Estado, patrimônio histórico e cultural do RS não ter um dispositivo que impossibilite as empresas de cobrirem as fachadas dos prédios com placas de extremo mal gosto, escondendo a beleza da arquitetura. Ao que parece, a prefeitura não tem, no plano diretor, como controlar isso. Prédios lindos ficam escondidos atrás de placas enormes. O calçadão de Rio Grande é uma tristeza de tão feio! A novidade são os dentistas que, tanto no calçadão da Bacelar, como na Gen. Netto, colocaram placas tão grandes que mais parece coisa para quem tem deficiência visual do que algum problema odontológico.
Como pensar em turismo com absurdos tão berrantes como estes? É muito feio! Cidades históricas tem que proteger a sua identidade, seus prédios… Não gostaria de estar escrevendo sobre isso no blog e usar o espaço apenas para falar das coisas boas, mas, cá pra nós, tá mui feio! Vamos “limpar” a cidade, ter um mínimo de bom gosto e pensar na máxima: “menos é mais”. Já passamos pela fase de “tombar” muitos prédios históricos, no sentido literal da palavra. Agora estamos na fase “poluição no que sobrou”… Chega! Vamos preservar, por favor!