Arquivado em março de 2009

12ª Festa do Mar

terça-feira, 31 de março de 2009

A partir da próxima quinta, dia 2 de abril, todos os caminhos levam a Rio Grande, quando começa a 12ª Festa do Mar. A festa, que este ano tem como tema “Nos braços do desenvolvimento“, terá diversas atrações, com esportes aquáticos, gastronomia típica com frutos do mar, eventos culturais, shows, uma programação religiosa, já que coincide com a Semana Santa, enfim, muita coisa bacana. A festa acontece nos antigos armazéns do Porto Velho, com uma linda vista da Lagoa dos Patos, ilhas e São José do Norte. Tchê, se tu não ir, vais te arrepender!

Não há pandorgas no céu

sexta-feira, 27 de março de 2009

(Lenin Nunez)

Quando morre um menino
Reza o vento sua prece
O destino fecha a porta
E o dia não amanhece

Quando morre um menino
Se quebra a vida em pedaços
As horas correm vazias
Sem travessuras e abraços

Quando morre um menino
Choram as águas da sanga
Amadurecem inúteis
Figos, melões e pitangas

Quando morre um menino
A tristeza mata a fome
E crescem ervas daninhas
Pelos caminhos de um homem

Quando morre um menino
Tem o pão gosto de fel
A alegria sai da casa
E não há pandorgas no céu

Quando morre um menino
Não há pandorgas no céu

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Dedico esta poesia, cantada pelo nosso saudoso César Passarinho, ao pequeno Maurício, que o Patrão Eterno quis que voltasse mais cedo ao plano espiritual. 

Dias ruins

terça-feira, 24 de março de 2009

Tem dias que tudo conspira contra o peão. É coisa de louco! O melhor é colocar um jujo bem calmante no mate, sair ao tranquito e deixar a poeira baixar. A la fresca!

Fiz ontem repontar o meu bagual,
O meu bagual sebruno rabicano,
E fui ver, no rincão do Faxinal,
A china, que não via há mais de um ano.

Sestroso sempre, o puava do bichano,
Mal sente pelas ventas o buçal,
Bufa, como um feroz republicano
Se lhe falam no trono imperial.

Atiro-lhe lombilho. A barrigueira
Fá-lo gemer. O pingo o solo cheira
E faz partes de guapo redomão.

Monto. Debalde o bruto corcoveia,
E quando a todo o lombo se plancheia,
Saio folheiro - a rédea pela mão.

F. A. Vieira Caldas Júnior  - (Porto Alegre)

Mais ditos gaúchos

domingo, 15 de março de 2009

Buenas e me espalho, nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho. Quem não conhece essa famosa frase, dita pelo Capitão Rodrigo Cambará ao chegar em Santa Fé? O gaúcho  é assim, usa muitas frases, quase todas comparativas. Vamos a mais algumas:

  • Triste como tia em baile;
  • Triste que nem burro atolado;
  • Não vale a pena gastar vela com tão ruim defunto;
  • Cavalo manso nunca se perde, procura a querência;
  • Bonita como laranja de amostra;
  • Mais triste que Sexta-Feira Santa;
  • Triste como pinto pesteado;
  • Triste como chimango em tranqueira;
  • Mais beijada que anel de bispo;
  • Leve como boleadeira de sabugo;
  • Ferradura dá sorte para todos, menos para o cavalo;
  • Difícil como parto de porco espinho;
  • Vaca de campo não tem touro certo;
  • Touro em campo estranho é vaca.

Por hoje é só! Vou matear e después escrevo mais.

 

Aniversário de J. Simões Lopes Neto

terça-feira, 10 de março de 2009

Hoje é  um dia especial para a cultura do Rio Grande do Sul. Se fosse vivo, estaria de aniversário João Simões Lopes Neto, o grande escritor gaúcho, jornalista, teatrólogo e o maior contista. Que o Negrinho do Pastoreio o abençõe!
Para mais informações sobre o escritor, acesse o site de Pelotas, onde encontrará biografia e, obras com texto completo. http://pelotas.ufpel.edu.br.

Poluição visual em Rio Grande

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ainda pouco escrevi sobre Rio Grande, meu pago. Hoje falarei de novo, mas não como gostaria. Qualquer um que conhece a cidade reconhece que ali há muita história, que há muitos prédios bonitos, antigos, porém… É um absurdo, a cidade mais antiga do Estado, patrimônio histórico e cultural do RS não ter um dispositivo que impossibilite as empresas de cobrirem as fachadas dos prédios com placas de extremo mal gosto, escondendo a beleza da arquitetura. Ao que parece, a prefeitura não tem, no plano diretor, como controlar isso. Prédios lindos ficam escondidos atrás de placas enormes. O calçadão de Rio Grande é uma tristeza de tão feio! A novidade são os dentistas que, tanto no calçadão da Bacelar, como na Gen. Netto, colocaram placas tão grandes que mais parece coisa para quem tem deficiência visual do que algum problema odontológico.
Como pensar em turismo com absurdos tão berrantes como estes? É muito feio! Cidades históricas tem que proteger a sua identidade, seus prédios… Não gostaria de estar escrevendo sobre isso no blog e usar o espaço apenas para falar das coisas boas, mas, cá pra nós, tá mui feio! Vamos “limpar” a cidade, ter um mínimo de bom gosto e pensar na máxima: “menos é mais”. Já passamos pela fase de “tombar” muitos prédios históricos, no sentido literal da palavra. Agora estamos na fase “poluição no que sobrou”… Chega! Vamos preservar, por favor!