Arquivado em abril de 2009

Jaguarão

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Hoje, tomado por uma melancolia, lembrei de uma viagem que, para mim, foi inesquecível: Jaguarão no inverno do ano passado. Tenho um carinho todo especial por esta cidade, onde passava minhas férias escolares.
Ouvindo Jorge Drexler e vendo as fotos daquela viagem, voltei ao tempo, pelas ruas repletas de prédios históricos da “Cidade Heróica”. Minhas férias em Jaguarão não poderiam ser melhores! Nunca esquecerei! Falar em Jaguarão e deixar Rio Branco de lado é, no mínimo absurdo. A ponte imponente e bela em todos os ângulos, não separa, une as duas cidades. Há anos eu não ia a Jaguarão, não ouvia aquele sotaque tão agradável aos ouvidos, não sentia o vento frio que sopra do rio, não cruzava a fronteira, não subia o Cerro da Pólvora… Quanta saudade eu sentia! A cidade se personificou em mim como alguém que eu queria ver muito, que me fazia falta.
Quando planejamos ir, choveu muito e tivemos que adiar a visita. Fomos alguns dias depois. Eu vivia falando da cidade pra Tatty  e queria mostrar para ela como é mágica aquela cidade debruçada à beira do rio, de frente a outro país, onde as línguas se misturam e todo mundo se entende. Aliás, os jaguarenses não podem ser mais hospitaleiros. Não conheço outro lugar onde as pessoas sejam tão simpáticas, tão agradáveis. Impossível não se sentir em casa na casa de um jaguarense. 
Después falo mais de Jaguarão. Agora foi apenas um momento de saudade. Em breve pretendo voltar lá e quem sabe um dia não ir de vez e ficar.

Peçuelos, um ano no ar

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tchê, parece que foi ontem, mas exatamente há um ano o Peçuelos, timidamente, entrava no ar. Muito obrigado a todos que colaboraram, aos que visitaram, aos que deixaram comentários, enfim, a todos que passaram por aqui. Vocês nem sabem o quanto é gratificante o retorno que o blog tem dado. Gracias Snoopy, pela força de sempre! Gracias também a Tatty, por me aturar nas indiadas, ao Roque e Flávia pelas troteadas juntos, sempre tão cheias de aventuras e descobertas, à Bia, pelos artigos inspirados sobre o chimarrão, que ela nunca deixa faltar no dia a dia. A Arli, que também ceva o amargo. Gracias a todos!
Pra não deixar passar em brancas nuvens, uma poesia de Jayme Caetano Braun.

Mais um ano

Mais um ano entra em forma
Da tropilha dos meus anos.
Baios - tordilhos - tobianos,
Mas o índio se conforma.
A vida não se transforma,
Parada - o mesmo que açude.
- Corcovos de juventude?
Isso são baldas dos outros…
De tanto lidar com potros.
Só o que se fica é mais rude.

De que vai servir mais um
Pra mim - que já domei tantos?
A doma é cheia de encantos
Mas não deixa lucro algum.
Sempre encilha-se o comum
Embora dome-se o bueno.
O que pra o pobre é veneno,
Pra o rico é medicinal
E o que encanta ao maioral
Sempre entristece ao pequeno.

De que me serve maneia,
Lombilho e buçal trançado,
Se o potro mais bem domado
Hoje é o que mais corcoveia?
De que adianta a lua cheia
Em céu de nuvens coberto?
Que me importa o rancho perto,
Se lá não chego nem moro
E a china que mais adoro
Se foi pra destino incerto?

 

Açude

sexta-feira, 17 de abril de 2009

(Maria Luiza Benitez)

Açude, que matas a sede do zaino
E a dor da saudade com gotas do céu
Açude, que olhas com olhos tão puros
As pernas bonitas que a china escondeu

Açude, tesouro de grande traíras
Que nascem coleando na ponta do anzol
Açude, que guardas meu sonho primeiro
e tens escondido meu rosto menino

Açude, tão simples, tu não secarás
enquanto meus olhos puderem chorar

4ª Festa da Maçã e do Caqui

terça-feira, 14 de abril de 2009

Acontece, entre os dias 16 e 19 de abril, em Arroio do Padre, a 4ª. Festa da Maçã e do Caqui, que coincide com os treze anos de emancipação do município. Além das frutas, o visitante vai desfrutar de café colonial, churrasco e comidas típicas da região, que é de colonização pomerana. Além disso, haverá torneio de bocha, mostras de fumo e gado leiteiro e shows de bandas locais.

Histórias extraordinárias

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A nova série da RBS TV, Histórias extraordinárias, já vai para sua nona temporada. Essas histórias de arrepiar e contos inacreditáveis fazem parte do imaginário popular e do patrimônio cultural do nosso Estado. São cinco episódios que irão ao ar aos sábados após o Jornal do Almoço e que provavelmente repetirão na TVCOM em outro horário. Vale a pena conhecer esses causos.
11/04 - O milagre de Dorotéia, que se passa em São Luiz Gonzaga e conta um episódio vivido por ninguém menos que Luiz Carlos Borges, gaiteiro e compositor tradicionalista.
18/04 - A maldição de Santa Isabel, sobre a descoberta de uma ossada embaixo do altar da igreja no distrito de Santa Isabel, Arroio Grande, que já teve status de cidade e abrigava casarios de férias dos barões e estancieiros de Pelotas e Rio Grande.
25/04 - O homem dos raios, história do agricultor de Antônio Prado que sobreviveu a diversos acidentes com raios.
02/05 - Na rota dos imperadores, uma casa em São José do Norte é misteriosamente alvo de pedradas, sem que se descubram os vândalos. Quem seriam eles?
09/05 - O crime dos banhados, em uma fazenda na região do banhado do Taim, interior de Rio Grande, uma família inteira é assassinada.

 

Guaritas

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As surpresas não terminam em Minas do  Camaquã. Saindo rumo a Caçapava do Sul, chega-se a uma das mais impressionantes paisagens do Rio Grande do Sul, as Guaritas, considerada pela Secretaria de Turismo uma das Sete Maravilhas do Estado. Impossível ficar indiferente a tanta beleza. No meio do pampa, pedras gigantescas, que segundo geólogos, teria sido ali o leito de um rio que mudou seu curso por algum motivo até hoje desconhecido. As pedras enormes foram esculpidas pelas águas e vento a milhares de anos. Um lugar com fauna e flora abundantes, em que para qualquer lado que se olhe, se vê a força da natureza.
Um lugar assim não poderia passar despercebido e, em 2007, serviu de locação para as filmagens do filme Valsa para Bruno Stein. A casa cenográfica fica junto a Associação dos Moradores das Guaritas, onde pode-se encontrar produtos artesanais e de alimentação.
Como falei antes, fizemos o caminho contrário, entrando em Minas do Camaquã vindo do interior de Santana da Boa Vista, mas para quem vem de Caçapava, passa primeiro pelas Guaritas. De um jeito ou outro, a visita vale a pena. Os dois lugares são lindíssimos!

Minas do Camaquã

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Minas do Camaquã era o destino, partindo de Rio Grande. Até lá, muita estrada, ainda mais quando  resolvemos ir por uma de chão bastante acidentada, por cima da Serra das Encantadas. Fomos pela BR-392 até passar o rio Camaquã, na divisa de Piratini com Santana da Boa Vista, em seguida, dobramos à esquerda em direção ao Passo das Carretas, andamos um pouco mais e dobramos à direita, rumo ao Rincão dos Dutras. As pequenas propriedades rurais, com antigas construções feitas de torrão e cobertas com santa fé chamam a atenção.
Seguindo, chega-se à divisa de Santana da Boa Vista com Pinheiro Machado. O rio Camaquã divide (e une) os dois municípios. O curioso fica por conta da balsa que é tracionada por um homem. Por ali passam veículos de um lado para o outro, a mão.
Continuando pela Serra das Encantadas, o visual é deslumbrante. Não há quase movimento pela estrada, onde uma ponte de madeira atravessa uma corredeira de águas cristalinas e geladas. Falta pouco para chegar! Todo este trajeto é feito no município de Santana da Boa Vista. Chega-se a Minas do Camaquã, “pelos fundos”. A primeira visão que se tem, e a certeza de que se chegou, é a da belíssima Pedra da Cruz, na divisa de Santana com Caçapava do Sul. Cruza-se uma ponte e já se está em Minas do Camaquã. O local é impressionante, tanto pela natureza, como pelas obras. Existem pedras enormes, gigantescas, uma barragem com 11 hectares e muitas construções. Algumas, infelizmente, em ruínas. A infra estrutura local é boa, com ruas calçadas, hotel, igreja, super mercado e um cinema, que lembra os antigos prédios dos vilarejos do velho oeste americano. Percebe-se que já houve muita riqueza no local, quando a mineração de cobre era uma realidade.
A mineração de antes, deu lugar ao lazer e turismo. A mina a céu aberto impressiona, bem como as minas subterrâneas, com mais de 500 metros de profundidade. A casa de Baby Pignatari, fundador da CBC (Cia Brasileira do Cobre) está intacta. A casa foi frequentada por presidentes e artistas de Hollywood. Há também o Projeto Portal, que recebe estudiosos de todo país para avistarem OVNIs.
Se tu não conheces as Minas do Camaquã, pode começar a pensar em conhecer. É um lugar de rara beleza e que merece ser visitado.
Em frente, rumo a Caçapava do Sul, por boa estrada de chão, chegamos às Guaritas. Mas isso é assunto pra outra  hora.  Hasta luego!

9ª Festa da Pimenta

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pimenta na cidade dos outros é festa. Será assim em Turuçu, nos dias 4 e 5 deste mês, para quem for a 9ª Festa da Pimenta.
Turuçu, a Capital Nacional da Pimenta Vermelha, tem uma produção anual de três toneladas, embora produza morango e fumo.
A festa terá diversas iguarias à base de pimenta, como sorvete, chocolate, geléias e até doce de leite. O evento acontecerá  no Parque Municipal de Eventos de Turuçu, no sul do RS.