Arquivado em agosto de 2009

Semana Farroupilha 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O mês de setembro está ficando pequeno para as comemorações Farroupilhas. Sábado passado foi acesa a Chama Crioula na Fazenda do Sobrado, em São Lourenço do Sul. A casa pertenceu a uma irmã de Bento Gonçalves. De lá a centelha  será distribuída para os principais municípios das 30 regiões tradicionalistas. Além disso, a indiada começou a montagem das barracas e estandes  do Acampamento Farroupilha, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. A instalação dos galpões segue até o dia 4 de setembro, quando começa as atividades no local. Mas quem anda por lá já sente o cheiro de churrasco.

Homenagem póstuma

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quem me contou este causo, presenciou o fato. Por motivos de preservar o taura, vou trocar nome e omitir a cidade.
Buenas, mas naquela simpática cidadezinha do interior, sempre que havia algum comício, reunião ou qualquer acontecimento político, o Ladário, vereador local, via como oportunidade de botar pra fora todo o seu palavrório, com tiradas que deixavam, no mínimo, os ouvintes boquiabertos. Por ocasião do aniversário de 20 anos da instalação dos Correios na cidade, a Câmara dos Vereadores resolveu fazer uma reunão solene para homenagear a instituição que tão bem servia a comunidade.
Seu Ladário, sem dúvida, não podia perder a oportunidade de fazer seu discurso, que aliás, era sempre esperado pelos seus simpatizantes e a comunidade em geral. Pois bem, ele se dirigiu à mesa, pegou o microfone e largou esta pérola.
- Povo de minha cidade, neste dia tão especial, nos reunimos para fazer uma homenagem póstuma aos Correios…
SIlêncio e risos abafados na platéia.
Passados alguns dias, numa outra sessão ordinária da Câmara, um opositor falou ao seu Ladário que ele tinha cometido enorme gafe. Onde já se viu uma homenagem póstuma? Desde quando os Correios tinham morrido? Ao que o nobre edil saiu com essa:
- Nobre colega, eu não falei póstuma! Eu faleu “póstula”, de cartão postal, carta postal. E, por favor, faça registrar em ata o que estou dizendo.
E está lá, para quem quiser ver, na ata da Câmara dos Vereadores, a homenagem póstula aos Correios. Te asseguro tchê, é verdadeiro, mas eu não vou dizer qual município.

Sobre Rio Grande

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Rio Grande é uma cidade bonita. Mais que bonita, é uma cidade muito bonita. Os atrativos são muitos, desde os naturais, aos históricos e culturais. Rio Grande se debruça sobre o mar e a Lagoa dos Patos e Lagoa Mirim. É uma situação geográfica privilegiada, afinal temos praias de oceano e de água doce. Temos ilhas, algumas com rico patrimônio histórico e belezas naturais de grande valor. Há a Praia do Cassino, a maior do mundo, com seus molhes, dois gigantescos braços de pedra, abertos aos que chegam na cidade pelo porto e local de lazer para moradores e turistas. É ponto turístico dos mais lembrados do RS.
Outro atrativo é a Reserva Ecológica do Taim, lugar de descanso para animais que viajam através do mundo para ali se reproduzirem, descansarem e se alimentarem. Próximo da reserva, as tranquilas águas da Lagoa Mirim convidam para um banho na Praia da Capilha.
Além destes, há muitos prédios históricos na cidade, afinal, é a mais antiga do Estado. Há a Prefeitura, o Quartel General, a Catedral de São Pedro, entre tantas outras igrejas de rara beleza, o prédio da Alfândega, os armazéns do Porto Velho, o Mercado Público, a Bibliotheca Rio-Grandense, o conjunto da Rheingantz, o monumento-túmulo a Bento Gonçalves, grande herói farroupilha, entre tantos monumentos. Rio Grande tem muitos monumentos. Tem praças lindas, como a Tamandaré e Xavier Ferreira. Decididamente, a minha cidade é muito bonita. Sou suspeito em falar, afinal, é a minha cidade. A que nasci e escolhi para viver. O riograndino é bastante hospitaleiro e recebe muito bem os que vem de fora. Agora, tem um problema que me incomoda e sou obrigado a escrever a respeito. Pensei muito antes. Embora isso possa doer na própria carne, se queremos ter uma cidade turística, em que as pessoas tenham prazer de vir pra cá, é necessário imediatamente tomar uma atitude: ser mais caprichoso. Apesar de todas as coisas boas que há em Rio Grande, a população é MUITO relaxada, descuidada. O clima daqui  é propício ao vento. Nos dias ventosos o lixo voa pelas ruas da cidade incomodando quem passa. Não há um terreno baldio em que o riograndino não veja como um depósito de lixo. Garrafas pet e sacolinhas plástica são vistas por todos os cantos, além de todo tipo de imundície. Esse lixo é reciclável e há na cidade recolhimento seletivo uma vez por semana, além do recolhimento normal de segunda a sábado. Mas, por ironia do destino, o riograndino não faz a sua parte. Bah, e isso não é só nos bairros, não! Vai desde o mais humilde morador à elegante madame, circulando pelas ruas em seu New Civic e jogando seus dejetos pela janela do carro.
Tchê, me dói ter que fazer este triste retrato de minha cidade, mas acontece que cansei! Me enojo de sair a caminhar e tropeçar no lixo dos outros. O pessoal é tão porco que, mesmo com uma lixeira por perto, eles jogam lixo no chão! A cidade é mais suja que pau de galinheiro! Vamos mudar indiada! Vamos dar valor à natureza e ao pago em que se vive!

Museu do Pampa

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mais um tijolo no projeto de construção do Museu do Pampa. O empreendimento deve ocupar as ruínas da antiga Enfermaria Militar, prédio histórico no Cerro da Pólvora, em Jaguarão.
Na última semana, Câmara de Vereadores da cidade aprovou a destinação de R$ 100 mil para a contratação do projeto técnico do novo museu.
As ruínas da Enfermaria Militar ficam no ponto mais alto de Jaguarão. O complexo foi erguido em 1880 e desativado quase um século depois. No local já funcionaram escola, alojamento e prisão militar.

Mulheres farroupilhas

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Foi lançado ontem, em Porto Alegre, pela escritora Elma Sant’Ana o livro A mulher na Guerra dos Farrapos, em que destaca o papel feminino naquele importante decênio (1835-1845) da história do país. Numa pesquisa delicada, a escritora enumera mulheres como Caetana García y Gonzáles (mulher de Bento Gonçalves), a Chica Papagaia, a jornalista Maria Josefa, Bernardina Barcellos de Almeida, Isabel Inácia de Jesus, Delfina Benigna da Cunha, Isabel Leonor Ferreira Jardim, Nísia Floresta, Anna Joaquina Osório e várias outras que enfrentaram dificuldades da guerra e da manutenção das famílias enquanto os homens lutavam.

Todas merecem ser lembradas, mas uma sempre ficará em destaque, que foi a lagunense Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi. Anita morreu em Ravena, na Itália, com apenas 28 anos de idade, há 160 anos. Apesar de sua juventude, viveu três guerras (Farrapos, do Prata e da Unificação Italiana), ao lado de Giuseppe Garibaldi. É um livro que merece ser lido por todos aqueles que se interessam pela Revolução Farroupilha e este importante período do Rio Grande do Sul.