Arquivado em novembro de 2009

Castelos Rio-Grandenses

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Castelos construídos em épocas e regiões bem distintas, marcam a paisagem do Rio Grande do Sul. O mais antigo e mais conhecido, hoje tombado pelo patrimônio histórico, é o Castelo de Pedras Altas, no município de Pedras Altas. Foi construído entre 1908 e 1913 por Joaquim Francisco de Assis Brasil(1875-1938), com as características de uma fortaleza medieval, numa das paisagens, na época, mais isoladas do Estado. Tem 44 cômodos, 12 lareiras e uma biblioteca de 15 mil volumes. Nele foi firmado o Pacto de Pedras Altas, que pôs fim à Revolução de 1923. O Castelo Simões Lopes, localiza-se na cidade de Pelotas e foi construído em 1922 pelo Dr. Augusto Simões Lopes; abrigou entidades culturais como o IHGPel - Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, Academia Sul-Brasileira de Letras, Centro Literário, 26. Região do MTG e Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra. Um  outro castelo que merece destaque,  pertence à família Castelan, em Flores da Cunha. Ocupa um quarteirão inteiro, com amplas áreas verdes. Foi construído em 1985 pelo empresário Lourenço Castelan, a partir de um “sonho de infância”. Ele também foi o autor do projeto, e só recebeu ajuda de um engenheiro nos cálculos das estruturas de ferro e de concreto. O vistoso castelo  se constitui numa das principais atrações turísticas da cidade serrana.

Paisagens do “Açude Grande” - Fio dental

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu tenteio mais um mate,
olhando o “açude brabo”,
nesse barulhão do diabo
como estrondo de combate,
enquanto meu cusco late,
pro lado do litoral,
vem cruzando - por sinal,
um lote lindo - pelado,
com aquele troço engraçado
que chamam de “fio dental”!

É um barbante colorido,
de cor berrante e moderna,
passado na entreperna
e na cintura prendido,
o fio termina escondido
e reparte pelo meio,
pra mim que domo e tropeio,
lidando com qualquer bicho,
o nome certo é rabicho,
pra segurar o arreio.

Eu sempre usei palito,
de guanxuma ou pitangueira,
na vivência galponeira
que integra o meu infinito
e não posso achar bonito
algo assim que me confunda;
não há primeira sem segunda
e à quarta sucede a quinta,
porém a graça despinta;
com esse barbante na bunda.

Jayme Caetano Braun
 

Vergonha na Uniban(bi)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mas que coisa mais feia fizeram aqueles paulistas universotários da Uniban! Tchê, mas o que fizeram com aquela guria é coisa de trogloditas, tantos os maulas quanto as chinas da Uniban. Cambada de animais, nunca viram uma guria de vestido curto! E ainda se dizem os tais, esses paulistas! E o que dizer da universidade que expulsou a aluna? Pior que se fosse na Idade Média.
Que vergonha! Vocês são é uns recalcados, isso sim! Sei que isso não tem nada a ver com o Peçuelos, mas seria uma vergonha não comentar tal absurdo que se passou em uma universidade! Vejam bem, não foi na rua, onde geralmente estão pessoas menos informadas, mas dentro de uma instituição onde se esperava civilidade. Mas bah!

Oração do Chimarrão

sábado, 7 de novembro de 2009

Senhor, quero agradecer-Vos o dom do chimarrão, fruto da erva-mate. Sua cor verde lembra-me a esperança num mundo melhor. A bomba do chimarrão, sugando a água quente, é sinal de vida e saúde. A cuia, arredondada, é símbolo de amor universal. A roda do chimarrão representa o calor humano que une os corações. Todos bebem na mesma fonte, na mesma bomba.
Senhor, agradeço-Vos o dom do chimarrão como remédio para o corpo e estimulante do espírito. As diversas vitaminas e outros elementos nutritivos provenientes da erva-mate, além de matar a sede, fortificam o organismo.
Senhor, fazei-me compreender que tomar chimarrão sozinho perde grande parte de sua eficácia. Trata-se de uma espécie de oração ou liturgia comunitária, lembrando a Vossa palavra: “Onde dois ou mais estiverem reunidos eem meu nome, eu estarei no meio deles”. Quantas historinhas, anedotas e novidades contadas e escutadas em volta da lareira espantam o mau humor! Quantos problemas solucionados e quantas intrigas consertadas!
Senhor, até o silêncio entre uma e outra tragada do chimarrão pode converter-se em virtude.
Senhor, quantos casais e famílias e quantos vizinhos não se conservaram unidos por causa do chimarrão! Casal unido pelo chimarrão, permanece unido.
Obrigado Senhor, pelo chimarrão!
Padre Bruno Rabuske

Do Norte aos Ausentes, uma viagem aos Campos de Cima da Serra (parte 3)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pegamos a estrada novamente às 15h de Cambará do Sul para São José dos Ausentes. A estrada é muito ruim, com muitas pedras soltas e buracos. Recompensa a bela paisagem. Poucos minutos depois, passamos em Oswaldo Kroeff, um grande distrito cambarense. Logo em seguida passamos pela indústria de celulose Cambará S. A. A indústria é enorme e deve ser a grande fonte de renda do município. Na beira da estrada, um rio de águas claras corre sobre pedras. Do lado de fora do carro faz muito frio. Alguns metros adiante, uma construção estranha chama atenção, é uma pequena usina hidrelétrica.
Seguimos adiante pela buraqueira. Alguns quilômetros depois, chegamos à divisa dos dois municípios. Uma ponte sobre um rio é o limite. Logo em seguida, chama atenção as belíssimas fazendas serranas de São José dos Ausentes, com suas compridas taipas de pedra, muitas delas com mais de 200 anos. Ficamos sabendo, depois, que uma dessas cercas de pedra media mais de 14km. Uma beleza que não passa despercebida.
Como era a primeira vez que estávamos indo pra lá, não conhecíamos direito o caminho e nem sabíamos onde ficava a pousada que tínhamos reservado. O que nos guiava eram mapas e pesquisas no Google Earth. Pegamos uma estradinha sinuosa em direção à Serra da Rocinha. Passamos próximos ao Vale das Trutas, um sítio com pousada e pesca de trutas arco-íris. O lugar é lindo. Como estava ficando um pouco tarde, seguimos viagem. A divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na Serra da Rocinha é um espetáculo da natureza. A serra impressiona pela altura. Há uma rampa para salto de asa delta lá em cima, mas o que mais chama atenção é a sinuosa estradinha que desce a serra até a cidade de Timbé do Sul em SC. Tchê, tem que ter café no bule pra descer por ali. É muita curva e chão com pedras soltas!
Detalhe: a tarde de céu aberto, bem diferente da manhã, quando estávamos no Itaimbezinho, apesar do sol, era gelada. Muito gelada! Ali pegamos a temperatura mais baixa da viagem. Algo em torno de -8º C, com vento que penetrava pela roupa e fazia até cusco renguear. A la fresca!
Quando pegamos a estrada de novo, a noite começava a cair e, como disse antes, não conhecíamos o caminho para a pousada. Passamos no Centro de Informações Turísticas de São José dos Ausentes e percorremos mais de 40km até chegar na aconhegante Pousada Fazenda Aparados da Serra, onde fomos recebidos com um chimarrão bem quente pelos simpáticos proprietários Mário e Bete. Uma lareira acesa esquentava a noite fria dos Campos de Cima da Serra e uma sapecada de pinhão esperava ser devorada. Lá fora, o frio era intenso, mas agora nada disso importava. Amanhã é outro dia!

Enem

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Enem = vesti burlar