Mês farrapo

3 de setembro de 2010

Tchê, já fazia alguns dias que estava pra escrever e hoje já regalo três artigos.
Como sempre, chega setembro e a gauchada se alvoroça toda!,Não existe data mais comemorada no Rio Grande do Sul do que a Semana Farroupilha, que, na minha opinião era pra ser chamada de Mês Farroupilha.
As obras de montagem do Acampamento Farroupilha 2010 estão em ritmo acelerado na Estância do Harmonia, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre (essa explicação é para quem não é gaúcho). Apesar de ter iniciado no último sábado, 21, mais de 80% dos 370 piquetes começaram a ser erguidos. Alguns até já estão concluídos.
A parte de infraestrutura já está em fase de acabamento. Isto inclui administração, praça de alimentação e comércio, tais como padaria, açougue, supermercado e restaurantes. Ainda assim, o prazo final para a conclusão das obras está fixado para o dia 5 de setembro. A abertura oficial da festa será no dia 7 e o evento encerra-se no dia 20 de setembro com o grande desfile farroupilha.
Mas bah, como é bom ser gaúcho!

Paixão Côrtes

3 de setembro de 2010

Merecidamente, o folclorista Paixão Côrtes foi escolhido para a próxima Feira do Livro de Porto Alegre. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, o editor João Carneiro.
Literalmente, um dos símbolos do Rio Grande do Sul, já que Paixão Côrtes foi o modelo de Antônio Caringi quando este esculpiu O laçador, o novo patrono foi, ao lado de Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva, um dos criadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Dez anos após Barbosa Lessa ter sido o patrono da feira, chegou a vez de Côrtes ser homenageado.
Agrônomo de formação, Côrtes projetou seu nome na cultura do Estado como compositor, folclorista e pesquisador das tradições gaúchas. Nascido em Santana do Livramento em 1927, era estudante do Colégio Júlio de Castilhos quando conheceu Lessa e Saraiva e, com outros colegas do mesmo estabelecimento, resolveram se dedicar à pesquisa de campo das tradições do Rio Grande do Sul - que consideravam relegadas a segundo plano. O trio participou da fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Estado, o 35, em 1948. Também em parceria com Barbosa Lessa, Paixão assinou títulos fundamentais da bibliografia teórica do tradicionalismo, como o Manual de Danças Gaúchas (de 1956) e Danças e Andanças da Tradição Gaúcha (1975).
Côrtes foi o idealizador da Chama Crioula, da Ronda Crioula e inspirador do desfile da Semana Farroupilha. Seu livro mais recente a ganhar a página impressa foi a reedição, em 2006, pela Corag, do estudo Folclore Gaúcho, publicado originalmente em 1987. A obra é uma síntese de décadas de pesquisa de campo realizadas por Paixão Côrtes, e descreve as origens e o contexto de práticas populares ligadas à religiosidade do gaúcho. Ele atualmente trabalha em um novo estudo sobre as danças tradicionais do Estado. Os cinco patronáveis da Feira deste ano foram obtidos através de votação entre os associados da Câmara do Livro, o que inclui livreiros e editores.
Merecida homenagem!

Ao sul do sul 6

3 de setembro de 2010

Em White River, a intendência e sua camarilha, entregou a praça principal da cidade para estacionamento das carroças que transportam as pessoas. Como dizia o poeta, a praça é do povo, mas não em White River. A maior praça da província é suja, cheia de lixo pelos caminhos e com carroças sujas ao redor. Uma vergonha!
Um outro fato interessante é que um membro da camarilha quer alçar voos mais altos, mas ele ostenta o número da besta. A Besta é apoiada pelo Boçal, então já dá para imaginar… Povo de White River, diga não à besta!

 

Olhos vermelhos

1 de setembro de 2010

Tchê, no sábado acordei com os olhos terrivelmente vermelhos. Pensei que eram reflexos da comemoração do bicampeonato do Inter na Libertadores. Ledo engano: conjuntivite mesmo! Fui ao médico, mas só depois percebi que poderia resolver o problema com o flash redutor de olhos vermelhos de minha câmera. Mas bah!

Ao sul do sul 5

23 de agosto de 2010

Quando, em White River foi criado um novo aterro sanitário, vulgo lixão, o intendente do lugarejo, vulgo “O Boçal”, viu ali uma oportunidade de ganhar dinheiro. Fez um projeto de lei na calada da noite para que o lixão de White River pudesse receber o lixo de todos lugarejos vizinhos da província. É bom ressaltar que, infelizmente, White River é quase toda ela um lixão.  Há lixo pelas ruas, por terrenos baldios e, principalmente dentro da intendência.
O ruim é que a notícia do lixão se espalhou e começaram a mandar navios de lixo da Europa para a pobre e abandonada White River.

 

Consciência política

17 de agosto de 2010

Por favor, moradores de Rio Grande, nas próximas eleições, seja consciente, não vote em BRANCO! Vote nulo, faça o que quiser, mas nos próximos séculos, ajude a limpar esta cidade não votando em BRANCO e qualquer matiz dessa cor. Riograndinos, mostrem que vocês sabem votar! 

A vila do Rio Grande

7 de agosto de 2010

Tetos de erva, paredes de pântano,
Nome de vila e construção d’aldeia;
Quase coberta de volante areia
Dos combros que aqui crescem todo ano;
Brisas do vento leste e minuano,
De moscas, pulgas, bichos, é bem cheia;
Não sei quem tanto inseto aqui semeia
Para causar às gentes nojo e dano?
De pé em diminuto batalhão,
De cavalo os dragões mais esforçados,
De voluntário, uma legião.
Dizem que há nos campos muitos gados;
Esta é do Rio Grande a habitação
Onde purgando estou os meus pecados.

J. M. P. S. (Fins do século XVIII.)

Pobreza

4 de agosto de 2010

A pior pobreza que pode existir, pior mesmo que a material, é a pobreza espiritual.

Ao sul do sul 4

29 de julho de 2010

O grande intendente de coisa nenhuma, que quase não consegue expor suas idéias por falta de inteligência, um dia acordou e pensou em acabar com a pequena e já acabada White River. Junto com o dono das carroças, levaram o caos à pequena cidadela. Com o grande mentecapto, sua camarilha, formado por um dirigente de transportes, arrogante e obtuso, resolveram mudar tudo, sem que as pessoas envolvidas fossem sequer ouvidas. A opinião pública não é aceita. Propagandas mentirosas se espalham. White River é um triste lugar.
De noite, enquanto a plebe desesperada procura voltar pra casa, a camarilha chafurda no mesmo cocho de lavagem.

Ao sul do sul 3

23 de julho de 2010

Bons tempos quando White River ainda se chamava Big River! Hoje, a camarilha que até mudou o nome desta pequena cidade ao sul do sul, junto com aquela empresa de carroças, transformou White RIver (detesto este nome) em um lugar caótico. Antes as pessoas sabiam que carroça tinham que pegar para se deslocar pelas ruas da cidade. Hoje, o pobre cidadão (nem tão inocente assim), tem que pegar uma carroça, ir até um brete, descer daquela carroça e pegar outra… Dizem que num sono megalomaníaco, o intendente pensou que estava em Curitiba. O surto está próximo.
A praça principal, que sempre foi muito suja, agora, com carroças em toda sua volta, se tornará o grande lixão de White River. Socorro! Me digam que isso não está acontecendo!