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Sites na Internet podem ser comparados desde vários pontos de vista diferentes, segundo Antônio
Carlos da Rocha Costa, analista de sistemas da Universidade Católica de Pelotas,
ao analisar os sites sobre a cidade de Pelotas.
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Finalidade (qual o objetivo de se criar o site);
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Escopo (quantidade de assuntos tratados);
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Maturidade (estado de desenvolvimento que o site se encontra);
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Estabilidade (grau de variação na estrutura do site);
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Design gráfico;
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Interatividade;
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Confiabilidade nas informações.
Seguindo estes princípios, seu site tem tudo para dar certo, ou seja, fazer sucesso na Web. Claro que, após o site estar no ar, é
necessário uma campanha de marketing grande. Você pode divulgar seu trabalho nos principais sites de pesquisa pelo mundo todo,
colocar o endereço junto a sua assinatura de e-mail, colocar o endereço de sites que tratam do mesmo assunto na sua lista de
hot links e pedir para que outras pessoas façam o mesmo, enfim, vale até colocar a URL em descanso de copos. Criatividade é
a chave do sucesso.
A Internet, para alguns, ainda é um meio novo e normalmente as pessoas se perdem em sites mal estruturados, de difícil
navegabilidade e, com certeza, não voltam mais. O pior, ainda vão falar mal do seu site. É regra geral que informação e
conteúdo são as coisas mais importantes de um site, mas não se pode, por isso, descuidar do design. Por outro lado, de
nada adianta um conteúdo abrangente, se o internauta tem dificuldade de encontrar o que procura. Da mesma forma, de
nada adianta um visual belíssimo se o conteúdo é ruim. Portanto, é preciso haver um equilíbrio entre forma e conteúdo.
Pode-se, perfeitamente, projetar sites de design agradável e leve utilizando-se apenas recursos básicos de HTML e imagens
bem cuidadas e leves. É bom ter em mente que todos os sites usam praticamente a mesma tecnologia, alguns explorando
um pouco mais ou menos os recursos existentes, portanto o que fará a diferença será o design.
À medida em que se domina mais a linguagem HTML, melhor fica o design, a navegação e a forma como o conteúdo é apresentado.
Até agora só se falou o que deve ser feito. Vamos ver, agora, algumas coisas que não podem serem feitas, segundo o designer
David Siegel, autor do livro Criando sites arrasadores na Web II:
Tipografia de linhas em branco: Na tipografia de segunda geração, os designers
deixavam o browser colocar uma linha em branco entre parágrafos, apropriadamente identificados pela tag <P>. Em sites de
terceira geração, os designers usam recuos (indents), não importa o que seja preciso para fazê-lo.
Quando se usam linhas em branco para separar parágrafos, o significado de uma linha em branco se acaba. Transforma-se em
pontuação. Nos sites mais novos, os recuos separam parágrafos e a quantidade correta de espaço vertical em branco - talvez uma
linha, talvez um pouco mais - separa as seções, formando com os parágrafos grupos lógicos para uma leitura melhor. Sem esta
eficiente ferramenta, as linhas em branco se exarcebam a situação, de modo que vamos ter de utilizar algo mais forte para
indicar uma divisão mais importante no fluxo do texto.
Réguas horizontais: Réguas horizontais são um fraco substituto para uma
hierarquia adequada e a organização de espaços verticais em páginas da Web. Há milhões de réguas horizontais na Web sem
nenhuma função além de ocupar espaço e quebrar o fluxo natural das páginas. As réguas horizontais não são espaçadores; são
barreiras.
Imagens de fundo que interferem: Os fundos na Web atingiram proporções
epidêmicas. O papel de parede é interessante, mas ler a escrita manual na parede pode causar danos à retina.
As pessoas usam imagens de fundo porque elas dão um "tema" à página, ou porque "preenchem aquele espaço inutilizado". Fundos
ruins causam mais danos às páginas do que praticamente qualquer outra coisa.
Carregamento lento: Conversações entre amigos podem sobreviver a longas
pausas, mas poucas páginas da Web podem se dar ao luxo de demorar para carregar.
Uma boa regra prática é que a maioria das páginas em um site deve ter menos de 30K, umas poucas podem ser de 30-50K e
talvez uma ou duas podem chegar a 70K. Páginas maiores que isso devem ou pertencer aos gorilas de 200 quilos ou então devem
ser colocadas em dieta.
Se você deseja forçar seus visitantes a saírem para almoçar enquanto sua página esta sendo carregada, preencha-a completamente
com GIFs pontilhados de 8 bits no primeiro plano e não esqueça de um enorme JPEG de alta qualidade no fundo.
Espalhe as cargas mais pesadas reutilizando elementos inteligentemente; uma vez carregados, eles são colocados na cache e
portanto carregam-se novamente quase que instantaneamente.
Aliasing, pontilhamentos e halos: Aliasing significa que é possível ver as
serrilhas. Imagine as serrilhas como falhas: elas penetram nas imagens e comprometem a qualidade do site. Embora deixem as
imagens menores, também fazem com que as imagens pareçam como se fossem mordiscadas por formigas. Esforce-se para tirar
as serrilhas ou áreas perturbadas da imagem que deveriam ser suaves.
O pontilhamento (dithering) é uma forma de serrilha, já que os pixels são em geral perceptíveis. Imagens pontilhadas
geralmente têm uma aparência ruim, a menos que estejam em fotografias, que devem ser provavelmente JPEG, não GIFs.
Halos são o maior sintoma de deterioração dos pixels. Os halos ocorrem freqüentemente quando se assume que as
pessoas têm um certo fundo para surfar (como o cinza) e se faz o anti-aliasing das imagens para este fundo. Visitantes com
fundos brancos em suas preferências vêm halos cinza em volta de todas as imagens.
Paralisia: Possivelmente, uma das coisas mais difíceis de se fazer na Web é criar
uma única página tão boa quanto ela deve ser. Há sempre algo para fazer para torná-la melhor. Se você tem um site, sabe que há
locais nele que estão intocados há muito tempo, e dois meses é um tempo muito longo na Web.
Todos nós começamos com réguas horizontais e um texto com algumas linhas em branco. É parte da curva do aprendizado. À
medida que ganhamos controle das páginas, esforçamo-nos mais à medida que adicionamos mais ferramentas ao nosso
arsenal. Não fica mais fácil, os resultados é que ficam melhores. Nunca conclua uma página na primeira, segunda ou terceira
tentativa. Pense nelas como um projeto inacabado.
Um site na Web é uma aventura. É como surfar. Escolhemos um objetivo, começamos a jornada e terminamos em algum outro
lugar, mas o resultado será mais interessante do que onde pensávamos que estávamos indo.
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