Sr. Oscar Tramor? Pouca gente conhece. Manu Chao? Aí é outra história…
Filho de espanhóis, Chao nasceu na França e na adolescência atravessava o canal para mergulhar na cena punk londrina.
Como se pode ver, as múltiplas influências culturais moldaram o trabalho do artista desde cedo.
A mistura no trabalho de Manu Chao resultou no trabalho do grupo Mano Negra (nome emprestado de uma organização
anarquista espanhola), o qual o artista fundou com um primo. O sucesso do primeiro single do grupo, o independente "Mala
Vida", rendeu imediatamente um contrato com a Virgin Records.
Mas a anarquia professada pelo grupo, operando sem manager, aliada a ousada mistura em seu trabalho, não possibilitaram o
sucesso internacional - eles tentaram (e não consguiram) ‘acontecer ’ nos Estados Unidos no início dos anos 90.
Continuando uma trajetória incomum, em 92 o Mano Negra excursionou pela América Latina num barco, acompanhado por
atores e artistas de circo. Em 95, Chao mudou a base de operações do grupo para a Espanha, onde também formou o Radio
Bemba Sound System. Com integrantes do Mano Negra e de fora, o Radio acabou gerando atritos que resultaram no fim do
primeiro grupo.
Chao voltou para a América Latina então, compondo e cantando aqui e ali. O resultado deste período foi o álbum "Clandestino"
(1998), que incluia uma regravação de "King of Bongo", do Mano Negra. A canção figurou na trilha sonora do filme "The Next Big
Thing", com Madonna.
Em 2001, Chao lançou "Proxima Estación: Esperanza", que está gerando sucessos até hoje. No final de 2007 foi a vez
de "La Radiolina", onde ele acrescenta energia punk roqueira à sua habitual combinação de rumba, reggae, música africana,
flamenco e ritmos latinos. E a anarquia continua…
Para maiores informações, visite o site oficial de
Manu Chao