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pessoal
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segunda-feira, 18/10/04 14:55:00
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A versão original de Nau-Escola: um Percurso pelos Saberes e Poderes.Especializados. Foi apresentada pela autora à banca examinadora do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Porto Alegre, RS) em agosto de 1995, na condição de dissertação conclusiva do curso de mestrado. Dos componentes daquela banca, a quem também se dirigem os Agradecimentos, Fischer foi o professor-orientador da pesquisa e, da mesma forma que a professora Eizirik, integra a equipe do PPGEdu UFRGS; por sua vez o professor Larosa integra o departamento de Teoria e História da Educação, da Faculdade de Pedagogia da Universidade de Barcelona, Espanha.
Apresentação Nesta apresentação da Autora e do texto cumpre ressaltar a impressionante unidade que se manifesta entre a vida e o exercício profissional, por um lado, e por outra parte a escolha e o tratamento do tema. Afloram desde o inicio as incertezas e preocupações da adolescente inquieta dos bancos escolar e perplexa ante o surgimento de novas figuras no universo escolar, os chamados especialistas da educação, em meio aos quais, entre decepções e prazeres, vai situar-se a recém-formada educadora. Certa do que não queria, buscava ela descortinar novos rumos numa cartografia de desejos; por uma nova escola com lugares outros, onde corajosos radicalizados e persistentes pudessem romper com as relações dominantes na escola. Diante, porém, do emperramento; da escola sempre no mesmo lugar e da inoperância do discurso salvacionista das novas figuras de educadores, surgiam a rebeldia e um desconcertar-se por inteira. Desenhava-se então no horizonte o Mestrado em Educação numa tentativa de não calar a si mesma nem renunciar à vida criativa nos contextos escolares. Trataria ela, a partir de então, de buscar no conceito foucaultiano de discurso as referencias necessárias ao deslindamento dos mecanismos de poder e de legitimação em que se circunscrevia a atuação dos especialistas da educação no sentido de podar as tentativas de desviança. Denunciar para desconstruir pareciam ser os caminhos de uma nova construção. Não permanece o trabalho no campo da simples denúncia. Acena ele para os espaços de resistência e de desvelamento das contradições, que levam a pensar a escola sob ângulo dos efeitos que diferentes discursos e rituais produzem em sua cotidianidade, uma forma concreta de crítica aos tipos de poder e de sujeitos que a educação escolarizada constitui; uma crítica, porém, que acena para uma outra escola possível, mais aberta, menos excludente e mais inventiva das novas formas de saber que brotam das energias vitais criativas que cons troem o reconhecimento e o exercício dos poderes mais decisivos da liberdade e da ética. Paixão pelo homem que está no educando, ética no respeito à singularidade de cada um e artes de lidar com as muitas formas de expressividade sinalizam novos rumos para a nau-escola. Ijuí, agosto de 1996. Mario Osório Marques Editor
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