HISTÓRIA DAS COPAS

Mais informações: FIFA.com

Quem dos milhões, possivelmente bilhões, dos fãs do FUTEBOL INTERNACIONAL, nunca se perguntou onde foram realizadas todas as edições da COPA DO MUNDO. Se você não teve curiosidade em saber é porque não gosta de verdade do FUTEBOL. Mas para os apaixonados por esse esporte tão cheio de técnica, aí vai um dossiê completo de todas as COPAS!! Então Aproveite!

1930 - URUGUAI

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Uruguai
Argentina
Estados Unidos
Iugoslávia

Fatos: Para realizar o sonho do presidente da FIFA, Jules Rimet, pela primeira vez seleções de todo o mundo se reúnem para decidir qual é a melhor. A primeira Copa foi a única sem Eliminatórias. Todas as seleções afiliadas à FIFA estavam convidadas. Porém, até o fim das inscrições, nenhuma do outro lado do oceano havia se encorajado a participar. Jules Rimet precisou prometer o custeio da viagem aos europeus que viessem. Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia encararam a jornada de navio. Com isso, 13 países se inscreveram e os grupos ficaram desparelhos: três de três times e um de quatro, classificando apenas os campeões de cada chave para as semifinais. Todas as partidas foram disputadas em Montevidéu, 10 delas no Centenário. Em sua estreia, no Estádio Parque Central, o Brasil perdeu para a Iugoslávia por 2 a 1 e foi eliminado, mesmo com a vitória de goleada sobre o México na partida seguinte, no Centenário. Artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols, o atacante Preguinho competiu em oito modalidades pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo.
Países que atuaram: Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Iugoslávia, México, Paraguai, Peru, Romênia e Uruguai.

1934 - ITÁLIA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Itália
Tchecoslováquia
Alemanha
Áustria

Fatos: A segunda Copa teve 16 participantes. O Mundial na Itália, no entanto, ficou marcado pela pressão política do então presidente Benito Mussolini. O regime fascista influenciou inclusive na definição da arbitragem dos jogos. O campeão Uruguai boicotou o torneio, em protesto pela pequena participação européia no primeiro Mundial, realizado no país sul-americano. O Brasil perdeu por 3 a 1 para a Espanha e foi eliminado nas oitavas-de-final. A Seleção atuou com desfalques, em razão das disputas entre dirigentes do Rio de Janeiro e de São Paulo. O técnico Luiz Augusto Vinhais escalou a equipe com: Pedrosa; Sylvio Hoffman e Luiz Luz; Tinoco, Martin Silveira e Canalli; Luisinho, Waldemar de Britto, Armandinho, Leônidas da Silva e Patesko. A Itália acabou confirmando o favoritismo e conquistou o título diante da Tchecoslováquia. O jogo ficou empatado em 1 a 1 no tempo normal, mas os italianos venceram na prorrogação por 2 a 1, com um gol de Angelo Schiavio, um dos artilheiros da competição (quatro gols).
Países que atuaram: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Egito, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Itália, Romênia, Suécia, Suíça e Tchecoslováquia.
Artilheiro: Oldrich Nejedly, da Tchecoslováquia, com cinco gols.

1938 - FRANÇA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Itália
Hungria
Brasil
Suécia

Fatos: O Mundial da França já sentia a tensão na Europa, que culminaria na Segunda Guerra Mundial um ano depois. Os 16 participantes foram definidos após eliminatórias que envolveram 36 seleções. Na terceira Copa, o Brasil se organizou e montou um time de fato competitivo. A grande estrela era Leônidas da Silva. O Diamante Negro, então jogador do Flamengo, foi o artilheiro daquele Mundial com sete gols. A Seleção bateu a Polônia na estreia por 6 a 5. Nas quartas-de-final, a equipe passou pela Tchecoslováquia após duas partidas: 1 a 1 e 2 a 1. O time do técnico Ademar Pimenta só parou nas semifinais, ao perder para a Itália por 2 a 1. O Brasil terminou o torneio em terceiro (venceu a Suécia por 4 a 2). A equipe que superou os suecos tinha: Walter; Domingos da Guia e Machado; Zezé Procópio, Martim e Afonsinho; Roberto, Romeu, Leônidas, Perácio e Patesko. A Azzurra, liderada por Giuseppe Meazza, confirmou o bicampeonato ao bater a forte Hungria por 4 a 2. Colaussi (2) e Piola (2) fizeram os gols da Itália, enquanto Titkos e Sárosi descontaram para os húngaros.
Países que atuaram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Cuba, França, Suíça, Hungria, Holanda, Índias Orientais Holandesas (Indonésia), Itália, Noruega, Polônia, Romênia, Suécia e Tchecoslováquia.
Artilheiro: Leônidas da Silva, do Brasil, com sete gols.

1950 - BRASIL

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Uruguai
Brasil
Suécia
Espanha

Fatos: “Vi um povo de cabeça baixa, de lágrimas nos olhos, sem fala, abandonar o Estádio Municipal, como se voltasse do enterro de um pai muito amado. Vi um povo derrotado, e mais que derrotado, sem esperança”. Assim o escritor José Lins do Rego definiu o resultado final da Copa de 50 na crônica A derrota, publicada no Jornal dos Sports em 18 de julho daquele ano. O trauma esportivo que o Brasil sofreu diante da torcida no Maracanã parecia insuperável para aquela geração, que sonhava em erguer o caneco pela primeira vez. O sonho acabou aos 34 minutos do segundo tempo, com o gol de Ghiggia. Como dona da casa e pela qualidade de seus jogadores, a Seleção Brasileira era a grande favorita. A equipe de Flávio Costa também começou o Mundial de forma arrasadora, aplicando 4 a 0 no México. Depois um empate em 2 a 2 com a Suíça e de uma vitória por 2 a 0 sobre a Iugoslávia levou a equipe à fase final. A equipe de Ademir Menezes, Friaça & Cia seguia impecável: 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha motivaram ainda mais a torcida. Ao Brasil bastava o empate para ficar com a taça. Tudo conspirava a favor. A Seleção, inclusive, já era chamada de “campeã” por alguns setores da imprensa. O clima de “já ganhou” serviu de estratégia para a Celeste. Sob o comando do capitão Obdulio Varela, a equipe não se intimidou, mesmo quando Friaça abriu o placar para os brasileiros aos dois minutos do segundo tempo. Schiaffino igualou tudo e Ghiggia decretou a virada e o bicampeonato uruguaio. O dono da casa teve em campo: Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir Menezes, Jair Rosa Pinto e Chico. Ao longo dos anos, o Maracanazo gerou debates, livros, filmes que buscaram explicações para o fracasso. Alguns jogadores daquela equipe ficaram estigmatizados, sobretudo o goleiro Barbosa, acusado de falha no gol de Ghiggia.
Países que atuaram: Bolívia, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Iugoslávia, México, Paraguai, Suécia, Suíça e Uruguai.
Artilheiro: Ademir Menezes, do Brasil, com nove gols.

1954 - SUÍÇA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Alemanha Ocidental
Hungria
Áustria
Uruguai

Fatos: A Copa da Suíça marcou o retorno do torneio ao continente europeu após o fim da Segunda Guerra Mundial e a comemoração dos 50 anos da FIFA. Dezesseis seleções estavam no páreo, mas a forte Hungria, de nomes como Ferenc Puskas e Sandor Kocsis, era a grande favorita. O Brasil avançou às quartas-de-final depois de bater o México por 5 a 0 e empatar em 1 a 1 com a Iugoslávia. Na fase mata-mata, a Seleção foi vítima do futebol campeão olímpico de 52. O time que perdeu para os húngaros por 4 a 2 tinha: Castilho; Djalma Santos e Pinheiro; Nílton Santos, Bauer e Brandãozinho; Julinho, Didi, Índio, Humberto Tozzi e Maurinho. Zezé Moreira era o técnico. A decisão entre a Hungria e a Alemanha Ocidental tinha clima de partida jogada. Quando todos pensavam que a preocupação maior dos alemães seria não levar uma goleada, o técnico Sepp Herberger armou um esquema que conseguiu a vitória, de virada. Os húngaros abriram o placar logo aos seis minutos, com Puskas. Dois minutos depois, Czibor balançou as redes e parecia que um novo placar elástico se desenhava aos comandados de Gusztáv Sebes. No entanto, Max Morlock descontou aos 10 minutos e Helmut Rahn deixou tudo igual aos 19. Na etapa complementar, a Hungria desperdiçou muitas chances, mas Rahn não. O atacante marcou aos 39 minutos e confirmou o primeiro título mundial da Alemanha. O feito ficou conhecido como o Milagre de Berna.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Escócia, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Iugoslávia, México, Suíça, Turquia, Tchecoslováquia e Uruguai.
Artilheiro: Sandor Kocsis, da Hungria, com onze gols.

1958 - SUÉCIA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Brasil
Suécia
França
Alemanha

Fatos: Oito anos depois do Maracanazo, o Brasil conseguiu enfim vencer sua primeira Copa do Mundo. O Mundial da Suécia marcou a aparição de um jovem de 17 anos, Pelé. O título do site da FIFA resume assim o evento: “Nasce o Rei do Futebol no primeiro título do Brasil”. Vicente Feola montou um inovador 4-2-4, que substituiu o “W-M”, sistema consagrado pela Hungria em 1954, baseado no posicionamento rígido e na marcação individual. Com um esquema consolidado e os gênios Pelé e Garrincha na frente, a partir do último jogo da primeira fase, o Brasil cresceu de produção e foi arrasador na fase decisiva. Os surpreendentes anfitriões chegaram à final e saíram na frente, mas levaram uma goleada de 5 a 2, mesmo placar que o Brasil havia imposto à França na semifinal. Também nesta Copa o francês Just Fontaine se sagrou artilheiro e estabeleceu uma marca que até hoje nunca foi batida: 13 gols em um Mundial. Pela primeira vez, o torneio recebeu cobertura televisiva internacional. O primeiro 0 a 0 em uma Copa ocorreu em 1958, na partida entre Brasil e Inglaterra. Aliás, a edição de 1958 foi a única com a participação de todas as nações representantes do Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Argentina, Áustria, Brasil, Escócia, França, Hungria, Inglaterra, Irlanda do Norte, Iugoslávia, México, País de Gales, Paraguai, Suécia, Tchecoslováquia e União Soviética.
Artilheiro: Just Fontaine, da França, com 13 gols.

1962 - CHILE

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Brasil
Tchecoslováquia
Chile
Iugoslávia

Fatos: Quatro anos depois do seu primeiro título, o Brasil embarcou para o vizinho com praticamente o mesmo time que foi campeão na Suécia. Até o piloto do avião, por razões de superstição, era o mesmo. A lesão de Pelé no início da competição forçou mudanças na equipe, e Garrincha foi o grande nome da Seleção. Os chilenos, que venceram os argentinos na disputa para sediar o Mundial, chegaram à semifinal, quando foram eliminados pelos brasileiros. Mesmo assim, após a vitória sobre a Iugoslávia na disputa de terceiro lugar, a torcida local cantava apoiando a seleção do mesmo continente que decidiria o título no dia seguinte, contra a Tchecoslováquia: “Hoy Chile tercero, mañana Brasil primero”. Na final, outra vez o Brasil saiu perdendo, assim como na partida contra a Suécia em 1958. Mas outra vez virou com autoridade. Reza a lenda que, depois da vitória por 3 a 1, Garrincha não comemorou porque achava que o torneio ainda não havia terminado. Foi a primeira Copa vista pelo povo brasileiro em videoteipe. As fitas chegavam de avião e eram exibidas nos dias seguintes aos jogos.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Argentina, Brasil, Bulgária, Chile, Colômbia, Espanha, Hungria, Inglaterra, Iugoslávia, Itália, México, Suíça, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai.
Artilheiro: Garrincha e Vavá (Brasil), Sánchez (Chile), Jerkovic (Iugoslávia), Albert (Hungria), Ivanov (União Soviética), todos com quatro gols.

1966 - INGLATERRA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Inglaterra
Alemanha Ocidental
Portugal
União Soviética

Fatos: Cem anos depois de sua criação, o futebol estava em casa. A Copa em solo britânico era a oportunidade perfeita para os inventores do esporte vencerem seu primeiro título mundial. Com três gols na final contra a Alemanha Ocidental, Geoff Hurst foi o herói da conquista, que nunca mais foi repetida pelos ingleses. Sem africanos, que boicotaram a competição ao saberem que o campeão do continente ainda precisaria disputar uma repescagem para se classificar, a Copa teve 16 participantes: 10 europeus, quatro sul-americanos, um da América do Norte e Central, e um da Ásia. Setenta times haviam participado das Eliminatórias. Em uma de suas piores participações, o Brasil estreou vencendo a Bulgária por 2 a 0, mas perdeu Pelé, machucado, e acabou eliminado logo na primeira fase após ser derrotado pela Hungria e Portugal. Mas a maior zebra se deu no Grupo 4, em que a Coreia do Norte venceu a Itália e eliminou os então bicampeões mundiais. O português Eusébio foi uma das sensações da Copa, mas seu time perdeu para os anfitriões nas semifinais e acabou com o terceiro lugar.
Países que atuaram: Alemanha, Argentina, Bulgária, Brasil, Chile, Coreia do Norte, Espanha, França, Hungria, Inglaterra, Itália, México, Portugal, Suíça, União Soviética e Uruguai.
Artilheiro: Eusébio, de Portugal, com nove gols.

1970 - MÉXICO

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Brasil
Itália
Alemanha
Uruguai

Fatos: Foi uma Copa inovadora em vários sentidos. Pela primeira vez, as equipes puderam fazer substituições durante os jogos - duas por time. Pela primeira vez, os árbitros passaram a usar cartões amarelos e vermelhos. E pela primeira vez a Copa foi televisionada para todo o mundo. Ao todo, 50 países assistiram ao evento, inclusive o Brasil, cujo povo pôde ver Carlos Alberto Torres erguer a terceira taça brasileira. Considerada por muitos o melhor time de futebol de todos os tempos, a Seleção comandada por Zagallo contava com craques como Pelé, Rivellino, Jairzinho, Tostão, Gerson e Clodoaldo. No jogo contra a Inglaterra, Pelé cabeceou e Gordon Banks fez “a defesa do século”. Na mesma Copa, o Rei do futebol fez outros “quase gols” famosos, como o chute do meio-campo contra a Tchecoslováquia e a conclusão após o corta-luz no goleiro do Uruguai, em lance que o zagueiro Ancheta cai dentro do gol. Neste jogo, válido pelas semifinais, o Brasil se vingou pela derrota de 1950. Nas quartas-de-final, a vítima tinha sido o Peru, treinado pelo brasileiro Didi, campeão como jogador em 1958 e 1962. Na final, o adversário seria a Itália, que havia eliminado Alemanha e Inglaterra. Mas os italianos também não foram páreo: goleada de 4 a 1 e festa brasileira.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Bélgica, Brasil, Bulgária, El Salvador, Inglaterra, Israel, Itália, Marrocos, México, Peru, Romênia, Suécia, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai.
Artilheiro: Gerd Müller, da Alemanha, com 10 gols.

1974 - ALEMANHA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Alemanha
Holanda
Polônia
Brasil

Fatos: A dona da casa Alemanha era uma das favoritas e acabou confirmando, ganhando o bicampeonato diante da sensação Holanda. A Laranja Mecânica, comandada pelo técnico Rinus Michels, tinha nomes como o craque Johan Cruijff. Inovadora, a equipe contava com atletas que trocavam de posição em campo. Já o Brasil não tinha o mesmo brilho do Mundial de 70. Na primeira fase, empatou em 0 a 0 com Iugoslávia e Escócia e bateu o Zaire por 3 a 0. A Seleção avançou à segunda fase, onde derrotou a Alemanha Oriental por 1 a 0, a Argentina por 2 a 1, mas não superou o Carrossel Holandês. O time verde-amarelo foi batido por 2 a 0. A escalação que o técnico Zagallo levou a campo tinha: Leão; Zé Maria, Luiz Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Paulo César Carpeggiani, Rivellino e Dirceu; Valdomiro, Jairzinho e Paulo César Lima (Mirandinha). Na decisão, a Holanda abriu o placar contra a dona da casa com um gol de pênalti logo aos dois minutos, convertido por Neeskens. Os donos da casa não baixaram a guarda: Breitner, também de pênalti, igualou, e Gerd Müller virou. O bicampeonato germânico estava determinado.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental, Argentina, Austrália, Brasil, Bulgária, Chile, Escócia, Haiti, Holanda, Itália, Iugoslávia, Polônia, Suécia, Uruguai e Zaire.
Artilheiro: Grzegorz Lato, da Polônia, com sete gols.

1978 - ARGENTINA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Argentina
Holanda
Brasil
Itália

Fatos: No auge da ditadura militar argentina, conquistar o título era uma questão de honra para os anfitriões. Havia um clima de guerra no país. O ditador Videla estava em todos os jogos da seleção nacional. Era a oportunidade para popularizar o regime. Porém, a Argentina perdeu na primeira fase para a Itália e acabou em segundo lugar no grupo. Com isso, caiu no mesmo grupo do Brasil na segunda fase. No quadrangular semifinal, o confronto direto entre os rivais sul-americanos terminou empatado em 0 a 0, e a decisão ficou para a última rodada. O Brasil venceu a Polônia por 3 a 1 e botou um pé na final. A Argentina precisaria vencer o Peru por quatro gols de diferença. Porém, além de entrar em campo depois do outro jogo da sua chave, já sabendo o placar necessário para se classificar, o time de Kempes encontrou pouquíssima resistência por parte dos peruanos e venceu por 6 a 0, em um jogo histórico, que causa desconfianças até hoje. Na final, a Argentina bateu a Holanda na prorrogação e impôs novamente a condição de vice ao time que havia encantado o mundo quatro anos antes, mas que já não era o mesmo após a saída de Johan Cruyff. Ao vencer a Itália com gols de Nelinho e Dirceu, o Brasil ficou com o terceiro lugar.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Argentina, Áustria, Brasil, Escócia, Espanha, França, Holanda, Hungria, Itália, Irã, México, Polônia, Peru, Suécia e Tunísia.
Artilheiro: Mario Kempes, da Argentina, com nove gols.

1982 - ESPANHA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Itália
Alemanha Ocidental
Polônia
França

Fatos: Pela primeira vez, a Copa teve 24 participantes, o que possibilitou a estreia de cinco países: Argélia, Camarões, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. Há quem diga que nenhum dos cinco times campões mundiais do Brasil foi melhor que o de 1982, que não levou o título. Com Falcão, Zico, Sócrates e outros craques, o Brasil encantou o mundo, mas parou na Itália, nas quartas-de-finais. A derrota por 3 a 2 surpreendeu o mundo, tanto que hoje o texto sobre este Mundial no site da FIFA é intitulado: “Brasil brilha, mas Rossi conquista o ouro espanhol para a Itália”. Com o caminho livre, os italianos não tiveram dificuldades para superar a Polônia na semifinal (2 a 0) e a Alemanha Ocidental na final (3 a 1). Paolo Rossi, carrasco brasileiro, terminou a Copa como artilheiro, com seis gols. Antes da tragédia do Sarriá, como ficou conhecida a partida contra a Itália, a Seleção Brasileira encantou o mundo com seu futebol. E conseguiu dar o troco nos argentinos pela eliminação suspeita em 1978. Na partida das oitavas-de-final, o time de Telê Santana simplesmente passou por cima dos rivais sul-americanos. A superioridade foi tanta que no fim do jogo o jovem Maradona perdeu a cabeça e foi expulso por acertar um pontapé no volante Batista. “Até hoje me perguntam sobre aquele lance”, lembra Batista.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Argélia, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Camarões, Chile, El Salvador, Escócia, Espanha, França, Honduras, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Iugoslávia, Kuwait, Nova Zelândia, Peru, Polônia, Tchecoslováquia e União Soviética.
Artilheiro: Paolo Rossi, da Itália, com seis gols.

1986 - MÉXICO

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Argentina
Alemanha Ocidental
França
Bélgica

Fatos: O Mundial do México viu a genialidade de Diego Armando Maradona levar a Argentina à conquista do bicampeonato. As arrancadas, os dribles, o faro de gol impressionou o mundo. A Copa contou com a participação de 24 países. O Brasil, comandado por Telê Santana, passou pela primeira fase ao superar Espanha e Argélia por 1 a 0, e a Irlanda do Norte por 3 a 0. Nas oitavas, uma goleada de 4 a 0 sobre a Polônia. A equipe tinha um sistema defensivo mais consistente que o apresentado em 1982 e levou apenas um gol – justamente nas quartas-de-final diante contra a França. Careca abriu o placar aos 17 minutos do primeiro tempo e Michel Platini deixou tudo igual aos 41. O goleiro Joël Bats ainda defendeu um pênalti de Zico aos 30 minutos do segundo tempo. Persistindo o empate também na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. Novamente Bats se destacou, defendendo a cobrança de Sócrates. Júlio César mandou na trave e a França avançou ao ganhar por 4 a 3. Stopyra, Amoros, Bellone e Fernández marcaram para os Bleus. Alemão, Zico e Branco marcaram os gols brasileiros. A Seleção teve em campo: Carlos; Josimar, Júlio César, Edinho e Branco; Elzo, Júnior (Silas), Alemão e Sócrates; Müller (Zico) e Careca. Já os hermanos seguiram até a decisão. Nas quartas-de-final contra a Inglaterra, El Pibe foi o protagonista. Após marcar de mão, lance que ele chamou de La mano de Dios, Dieguito fez o gol que é considerado por muitos o mais bonito da história das Copas. Maradona recebeu a bola ainda no campo de defesa, escapou de dois marcadores e arrancou pela direita. Outros dois ingleses tentaram pará-lo pelo caminho, mas foi em vão. O craque tirou do goleiro e confirmou, para delírio dos torcedores no Estádio Azteca – 2 a 1. Na decisão, a Argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2, com mais uma grande atuação do camisa 10.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Argentina, Argélia, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Escócia, Espanha, França, Hungria, Inglaterra, Iraque, Irlanda do Norte, Itália, Marrocos, México, Paraguai, União Soviética, Uruguai, Polônia e Portugal.
Artilheiro: Gary Lineker, da Inglaterra, com seis gols.

1990 - ITÁLIA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Alemanha
Argentina
Itália
Inglaterra

Fatos: A Copa de 1990 viu um país se unir novamente para torcer por uma única seleção de futebol. A Alemanha, reunificada após a queda do Muro de Berlim em 1989, chegou ao tricampeonato, dando o troco na Argentina na decisão. A Seleção Brasileira atuou no 3-5-2 e encontrou dificuldades no novo esquema. O time do técnico Sebastião Lazaroni não empolgava – passou pela primeira fase com vitórias de 2 a 1 sobre a Suécia, 1 a 0 na Costa Rica e na Escócia. Por ironia, o Brasil foi eliminado do Mundial na partida em que teve a melhor atuação. O sonho do tetra em 90 acabou diante da Argentina aos 35 minutos do segundo tempo, com o gol de Caniggia. A Seleção atuou nas oitavas com: Taffarel; Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Mauro Galvão (Silas); Jorginho, Dunga, Alemão (Renato Gaúcho), Valdo e Branco; Müller e Careca. Alemanha e Argentina foram para a decisão. Melhor para os comandados de Franz Beckenbauer: 1 a 0, pênalti convertido por Brehme.
Países que atuaram: Alemanha Ocidental, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Camarões, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Egito, Emirados Árabes, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Iugoslávia, Romênia, Suécia, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai.
Artilheiro: Salvatore Schillaci, da Itália, com seis gols.

1994 - ESTADOS UNIDOS

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Brasil
Itália
Suécia
Bulgária

Fatos: Foi uma Copa diferente, realizada em um país de pouca tradição e de pouco gosto pelo futebol. Seleções tradicionais como Inglaterra, Portugal e França ficaram de fora. O Chile foi banido pela Fifa pela fraude do goleiro Rojas no jogo contra o Brasil pelas Eliminatórias à Copa de 1990. Uma tragédia também marcou a competição. O zagueiro colombiano Andrés Escobar marcou um gol contra que causou a eliminação da sua seleção. Ao voltar para casa, foi assassinado. Assim, muitas surpresas surgiram. Liderada pelo craque Hristo Stoichkov, a Bulgária, que nunca havia vencido um jogo de Copa do Mundo, chegou às semifinais. Suécia, Romênia e a Nigéria também tiveram desempenhos surpreendentes. E os donos da casa também fizeram um grande papel. Classificados à segunda fase, enfrentaram o Brasil nas oitavas-de-final justamente em um 4 de julho, dia da Independência do país. Diante de um estádio lotado de torcedores que antes não davam bola para o futebol e agora lotavam o estádio com bandeirinhas com listras e estrelas, os norte-americanos dificultaram muito a vida do Brasil. A vitória, suada, veio com um gol de Bebeto no segundo tempo, após grande passe de Romário, o craque do torneio. A comemoração efusiva de Bebeto, abraçando Romário e declarando amor ao seu companheiro de ataque, ficou famosa. Mas não tanto quanto a do mesmo Bebeto nas quartas-de-final, contra a Holanda, balançando os braços como se estivesse carregando uma criança, em homenagem ao nascimento do seu filho. Vencido por 3 a 2, aquele foi outro jogo difícil, assim como já havia sido contra os Estados Unidos (1 a 0) e depois seria contra a Suécia (1 a 0), na semifinal. Na decisão contra a Itália, a bola não entrou. Com uma defesa de Taffarel na disputa de pênaltis, o Brasil comemorou o Tetra 24 anos depois do último título. A taça foi levantada por Dunga, o mesmo que havia sido massacrado após o mau desempenho da Seleção em 1990. Assim, o contestado mas eficiente time de Carlos Alberto Parreira superou toda a desconfiança e entrou para a história.
Países que atuaram: Alemanha, Bélgica, Brasil, Bulgária, El Salvador, Inglaterra, Israel, Itália, Marrocos, México, Peru, Romênia, Suécia, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai.
Artilheiro: Stoichkov, da Bulgária, e Salenko, da Rússia, com seis gols.

1998 - FRANÇA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
França
Brasil
Croácia
Holanda

Fatos: Mais uma vez o país anfitrião alcança a glória de campeão pela primeira vez. Desta vez, a honra fica na terra de Jules Rimet, o pai da Copa do Mundo. Pela primeira vez, 32 seleções participam do Mundial, para dar mais oportunidades a africanos, asiáticos e integrantes da Concacaf. Assim, as novidades são África do Sul, Japão e Jamaica. A surpresa da primeira fase foi a eliminação da Espanha, após perder para a Nigéria e empatar com Paraguai. Argentina e Inglaterra fizeram uma decisão épica pelas oitavas-de-final, e os sul-americanos levaram a melhor nos pênaltis. Enquanto isso, o Brasil passeou contra Escócia, Marrocos e Noruega na fase de grupos, goleou o Chile impiedosamente nas oitavas e venceu apertado nas quartas a surpreendente Dinamarca. Ao superar a Holanda nos pênaltis, com nova participação decisiva de Taffarel, que já se consagrara na final da Copa anterior, o time de Zagallo confirmava seu favoritismo e chegava com força à final. No outro lado da chave, a França fez um caminho trôpego contra Paraguai (prorrogação), Itália (pênaltis) e Croácia. A esperança dos donos da casa para superar os tetracampeões que pareciam a caminho do Penta eram justamente o ambiente e a torcida. Mas outros fatores, muito mais sinistros, acabaram por favorecer o título francês. No dia da grande final, o craque brasileiro Ronaldo (ainda chamado de Ronaldinho na época) sofreu uma espécie de convulsão, em um episódio envolto em mistério até hoje. Considerado desfalque até a hora do jogo, voltou do hospital e entrou em campo, mesmo aparentando estar sempre a ponto de desmaiar. A confusão perturbou a Seleção. A França, que não tinha nada com isso, tratou de massacrar o apalermado adversário. Com Ronaldo apagado, quem brilhou acabou sendo um outro careca, Zinedine Zidane, autor de dois gols na merecida vitória francesa por 3 a 0.
Países que atuaram: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Camarões, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Croácia, Dinamarca, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Irã, Itália, Iugoslávia, Jamaica, Japão, Marrocos, México, Nigéria, Noruega, Paraguai, Romênia e Tunísia.
Artilheiro: Davor Suker, da Croácia, com seis gols.

2002 - CORÉIA DO SUL E JAPÃO

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Brasil
Alemanha
Turquia
Coréia do Sul

Fatos: Pela primeira vez, dois países dividiram a responsabilidade de sediar a Copa. Pela primeira vez, também, o evento foi realizado na Ásia. Esta Copa marcou o ressurgimento daquele que se tornaria o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo. Depois de sucessivas e graves lesões, Ronaldo marcou oito gols e conduziu o Brasil ao seu quinto título. As surpresas começaram logo na partida de abertura. Os então campeões franceses perderam para Senegal por 1 a 0. O time de Zidane acabaria sua participação eliminado ainda na primeira fase, sem marcar nem um gol. A Argentina também caiu logo na fase de grupos. Outro resultado que chamou a atenção foi a vitória dos Estados Unidos sobre Portugal. Mas a maior surpresa, sem dúvida, foi o desempenho dos sul-coreanos, que chegaram às semifiniais, eliminando Itália e Espanha – contando, porém, com vários erros de arbitragem. Na semifinal, os donos da casa foram eliminados pela Alemanha, que já havia passado por Paraguai e Estados Unidos. Com vitórias pelo placar mínimo ou na prorrogação, os alemães fizeram com os brasileiros uma final em que os dois times tinham grande tradição mas chegavam sem muito cartaz. O Brasil havia eliminado Bélgica, Inglaterra e Turquia. Na decisão, Ronaldo brilhou mais uma vez o e o time de Felipão venceu por 2 a 0 com autoridade, conquistando o pentacampeonato.
Países que atuaram: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Bélgica, Brasil, Camarões, China, Coreia do Sul, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Equador, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão, México, Nigéria, Paraguai, Polônia, Portugal, Rússia, Senegal, Suécia, Tunísia, Turquia e Uruguai.
Artilheiro: Ronaldo, do Brasil, com oito gols.

2006 - ALEMANHA

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Itália
França
Alemanha
Portugal

Fatos: O Mundial da Alemanha viu o Brasil sair da condição de favorito incontestável para decepção total da torcida. A equipe de estrelas como Kaká, Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu, Ronaldinho (eleito o melhor da Fifa em 2004 e 2005) mostrou um futebol sem brilho, burocrático. Passou pela primeira fase com 1 a 0 sobre a Croácia, 2 a 0 na Austrália e 4 a 1 diante do Japão. Nas oitavas, uma goleada de 3 a 0 em Gana. Na fase seguinte, o reencontro com os carrascos franceses de 1998. Novamente os europeus levaram a melhor. Zinedine Zidane, em seu último Mundial, jogou muito. O meia cobrou a falta que originou no gol de Thierry Henry aos 12 minutos do segundo tempo. O Brasil atuou naquela partida com: Dida; Cafu (Cicinho), Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Zé Roberto, Juninho Pernambucano (Adriano) e Kaká (Robinho); Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. O ponto positivo da participação verde-amarela foi a marca de Ronaldo, que se tornou o maior artilheiro da história das copas com 15 gols. A campeã foi Itália, mesmo que tenha priorizado um futebol defensivo ao longo de toda competição. Na decisão contra a França, um lance polêmico. Materazzi e Zidane discutiram em campo e o francês acabou acertando uma cabeçada no rival, sendo expulso. Após o empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, os italianos venceram nos pênaltis por 5 a 3 (Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero, Grosso) confirmaram para a Azzurra, enquanto Wiltord, Abidal e Sagnol marcaram para a França.
Países que atuaram: Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Holanda, Inglaterra, Irã, Itália, Japão, México, Paraguai, Polônia, Portugal, República Tcheca, Sérvia e Montenegro, Suécia, Suíça, Togo Trinidad e Tobago, Tunísia, Ucrânia.
Artilheiro: Miroslav Klose, da Alemanha, com cinco gols.

2010 - ÁFRICA DO SUL

Campeão
Vice-Campeão
Terceiro
Quarto
Espanha
Holanda
Alemanha
Uruguai

Fatos: A Copa do Mundo FIFA de 2010 foi a décima nona edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 11 de junho até 11 de julho. O evento foi sediado na África do Sul, tendo partidas realizadas nas cidades de Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória, Rustemburgo e Joanesburgo. Trinta e duas seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato. A edição teve apenas uma grande goleada: Portugal 7 a 0 Coreia do Norte. Porém, também contou com goleadas da Seleção Alemã sobre grandes seleções: 4 a 1 na Inglaterra e 4 a 0 na Argentina. Os melhores jogadores do mundo do ano anterior não tiveram um bom retrospecto na copa, dando lugar para outros bons jogadores aparecerem: David Villa, Xabi Alonso e Andrés Iniesta da Espanha, Bastian Schweinsteiger, Mesut Özil e Thomas Müller da Alemanha, Diego Forlán do Uruguai, Wesley Sneijder e Arjen Robben da Holanda. A grande campeã da Copa foi a Espanha, que havia conquistado a Eurocopa de 2008 em cima da Alemanha, ostentado o 3º lugar na Copa das Confederações de 2009 e era a 2ª colocada dentre todas as seleções no Ranking Mundial da FIFA. No elenco, havia Iker Casillas, eleito melhor goleiro do mundo em 2009 e 2008, Xavi Hernández e Andrés Iniesta, respectivamente 3º e 5º melhores jogadores do mundo em 2009, Fernando Torres, David Villa e Cesc Fàbregas, respectivamente os 3º, 10º e 15º melhores jogadores do mundo em 2008. No caminho até a final, a Espanha eliminou Portugal, Paraguai e Alemanha nas fases finais. A finalíssima contra a Holanda foi realizada em 11 de julho às 20h30min, no Soccer City, em Joanesburgo, com um público estimado em 84 490 pessoas. Sob o apito do árbitro inglês Howard Webb, a partida terminou o primeiro e o segundo tempos sem gols. No segundo tempo da prorrogação, aos 116 minutos de jogo, faltando 4 minutos para levar a decisão para a disputa de pênaltis, Andrés Iniesta marcou o gol da vitória e do título espanhol; o capitão Iker Casillas levantou a taça do primeiro título da Espanha em Copas do Mundo, finalizando a sequência de títulos conquistados pela seleção.
Países que atuarão: África do Sul, Alemanha, Argélia, Argentina, Austrália, Brasil, Camarões, Chile, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Estados Unidos, Espanha, França, Gana, Grécia, Holanda, Honduras, Itália, Inglaterra, Japão, México, Nigéria, Nova Zelândia, Paraguai, Portugal, Sérvia, Suíça e Uruguai.
Artilheiros: Todos com 5 gols: Thomas Müller da Alemanha, David Villa da Espanha, Diego Forlán do Uruguai e Wesley Sneijder da Holanda.

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